ChampCar: Junqueira inicia treinos em Toronto disposto a esquecer as 2 provas passadas

Duas corridas e apenas dez voltas completadas. Para Bruno Junqueira (Telemont/Brasil Telecomunicações), o início da perna do campeonato da ChampCar que prevê cinco etapas em seis semanas consecutivas não trouxe boas lembranças.

Em Cleveland, depois das dificuldades para encontrar o acerto ideal nos treinos, a boa largada e as posições ganhas nas primeiras passagens viraram areia com o toque provocado pelo canadense Paul Tracy (Forsythe), que forçou o abandono do único representante brasileiro na categoria. No desafiador e elogiado traçado de Mont-Tremblant, primeiro foi a chuva no treino oficial de sábado, que prejudicou o esforço para ganhar posições. O que mais uma vez aparecia como uma corrida de recuperação chegou ao fim com a quebra do câmbio, na quarta volta.

Felizmente o calendário do campeonato não dá muito tempo para lamentações e traz rapidamente a chance de acertar os ponteiros com os bons resultados. A partir desta sexta-feira (6), pilotos e equipes da categoria aceleram no tradicional circuito de rua de Toronto, para a segunda prova do ano em solo canadense, a sétima corrida da temporada. O traçado de 2.820m na região do Exibition Place é um dos mais tradicionais da ChampCar e põe à prova freios e câmbio, além de exigir uma pilotagem ao mesmo tempo agressiva, para tentar ultrapassagens, e cautelosa, para não ver todo o esforço terminar em um dos vários muros que cercam a pista.

Os pilotos iniciam hoje, às 14h15 (de Brasília) a briga pelas posições no grid diante do desafio comum aos traçados de rua. Como se trata de asfalto que na maior parte do tempo recebe outros tipos de veículos, a sessão livre da manhã normalmente é a oportunidade para que o circuito ganhe, na trajetória ideal, a camada de borracha depositada pelos pneus que garantirá maior aderência e tempos mais baixos. Com isso, a tendência é de que, a cada volta, seja possível conseguir melhores marcas. Além do cronômetro, será necessário enfrentar o jogo do tráfego – encontrar um carro mais lento numa tentativa de volta rápida pode arruinar todo um esforço, assim como as bandeiras vermelhas, mostradas sempre que um acidente força a interrupção do treino.

Com um terceiro lugar em 2003 como melhor resultado na cidade da província de Ontario, Bruno espera ter a chance de retornar ao pódio e espera ter nas mãos um Panoz/Cosworth tão eficiente quanto o que conseguiu da equipe Dale Coyne no domingo de Mont Tremblant (ganhou seis posições em três voltas), desta vez com a chance de confirmar o bom desempenho até a bandeirada.

“O fim de semana de Mont-Tremblant foi especialmente difícil para mim e para a equipe. Mais uma vez consegui recuperar posições nas primeiras voltas, até enfrentar um problema no carro. Foi uma pena ter um carro tão bom nas mãos sem poder chegar ao fim da corrida. Tenho um bom retrospecto em Toronto e, por isso, estou confiante em conseguir um resultado positivo. O que eu mais quero é poder conseguir um pódio como o de 2003”, explica.

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