ChampCar: Na primeira corrida fora dos EUA, Junqueira confia em rápida adaptação ao veloz circuito canadense

Saint Jovite (Canadá) – Gilles Villeneuve, Mario Andretti, Jackie Stewart, Johnny Rutherford. A lista de pilotos que aceleraram nos 4.263m do palco da sexta etapa da F-Mundial chama a atenção. Mais ainda, o fato de que, para todos eles, o circuito de Mont-Tremblant sempre foi definido como um dos mais desafiadores e exigentes do mundo. Mesmo sem correr nele, Michael Schumacher apelidou o traçado de “O pequeno Nurburgring”, referência ao lendário traçado original de mais de 21 quilômetros que recebeu a F-1 até a década de 70.

Desenhada em meio à bela paisagem das montanhas Laurentidas, na província de Quebec, a pista marca a primeira parada da temporada da categoria fora dos EUA, e está de volta ao calendário depois de um intervalo de 39 anos. Para o mineiro Bruno Junqueira (Telemont/Brasil Telecomunicações), o desafio, a partir de hoje, dia do primeiro treino oficial para a corrida de domingo (1º) será assimilar rapidamente as características – 15 curvas que aproveitam a topografia da região e, para algumas das estrelas da categoria, são desaconselhadas para quem não pode ser submetido a emoções fortes.

O mineiro, único representante brasileiro na F-Mundial, entra hoje na pista tentando compensar, com a experiência, uma desvantagem para boa parte dos adversários, já que a Dale Coyne estava entre as equipes que não participaram dos treinos extra-oficiais da última semana de maio. Mesmo assim, a expectativa é de que a sessão da manhã seja suficiente para encontrar um bom acerto para o Panoz/Cosworth de número 19. A qualificação, que garante um ponto extra no campeonato e um lugar na primeira fila do grid, tem início previsto para as 15h15 (de Brasília), com previsão de tempo nublado e temperatura na casa dos 20ºC.

“Infelizmente fomos uma das poucas equipes que não treinaram aqui no mês passado, sei que isso vai comprometer nosso rendimento inicialmente, principalmente na sexta-feira, mas espero pegar rapido a pista e já para a classificação estar bem habituado. Acredito que será uma boa corrida não apenas para os pilotos, mas para os fãs também”, explica Bruno, que chegou quarta-feira à cidade e teve ontem seu primeiro contato com o circuito, durante o chamado “track walk”, em meio à programação extra-pista.

O fim de semana marca ainda um fato inédito na história do automobilismo mundial. Amante da velocidade, o canadense Guy Laliberté, criador do Cirque du Soleil leva para a pista um espetáculo de uma das mais aclamadas companhias do showbiz mundial, um evento que promete tornar ainda mais especial a movimentação de carros e pilotos e marcar o retorno de uma das principais categorias internacionais a Mont-Tremblant.

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