Coluna: Sexo, drogas & rock’n’roll… na Stock Car???

Houve um tempo em que três palavras significavam liberdade: sexo, drogas e rock’n’roll. Eram os anos 70, a liberdade sexual aflorava regada a drogas, bebida e música, muito boa música, diga-se de passagem. Os anos 80 chegaram com sua liberdade, passaram para os 90 e aqui estamos no ano 2000, o ano que nunca chegaria, pois o mundo acabaria. Bem, não acabou e já se passaram oito anos; entramos em 2008 com uma notícia que caiu como uma bomba para todos que trabalham com automobilismo.

Renato Russo, o piloto envolvido no acidente que infelizmente tirou a vida de Rafael Sperafico no final do ano passado se recupera bem, e no último mês concedeu uma entrevista para o Jornal da Tarde, onde falou sobre o acidente, que pensou em parar de correr quando soube da morte do amigo, entre outros assuntos.

Quando tudo parecia bem, como uma entrevista normal de um piloto que luta para se recuperar de um grande trauma e voltar às pistas, eis que uma afirmação é realizada: segundo Renato, alguns pilotos da Stock Car consumiam drogas e uísque antes das provas, nos minutos anteriores a colocarem o capacete e guiarem a mais de 200km/h em pistas com quase 50 carros.

Bem, o que aconteceu depois dessa entrevista todos já deve imaginar: a notícia se espalhou como rastro de pólvora, e no dia seguinte integrantes da Confederação Brasileira de Automobilismo eram procurados para darem satisfações a respeito. As autoridades afirmaram desconhecer os fatos de acusação do piloto, porém em poucos dias anunciaram a obrigatoriedade do exame antidoping após as corridas.

Bem, eu particularmente realizo a cobertura da Stock Car a aproximadamente quatro anos e nunca vi nada estranho nos boxes. Também tenho amizade com alguns pilotos e nunca ouvi a respeito disso. Acredito que infelizmente a influência das drogas está por todas as partes, porém não vejo vantagem em utilizar esse tipo de artifício para melhorar o desempenho durante uma corrida. Nos últimos dias conversei com meu amigo e piloto Belmiro Jr. (atualmente o Dr. Stock da Rede Globo) e ele com toda sua experiência me disse que também não via vantagem em usar qualquer tipo de droga e entrar em uma corrida, pois até onde sabemos, a droga diminui os reflexos e não trás grandes benefícios.

A notícias foi dada e agora jogada contra o ventilador. Com certeza algo acontecerá e essa notícia perderá sua força na mídia, mas pode ter certeza que o nome de Renato Russo nunca será esquecido a esse respeito. Agora uma pergunta: será que depois desse tipo de declaração veremos o piloto paulista alinhando no grid da Copa Vicar da Stock Car em 2008?

Façam suas apostas e até o mês que vêm!

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