Copa Clio: O dilema da boa fase sem vitórias

Equipe Black & Decker Racing, ganhadora de 40% das provas do ano passado, acumula dois pódios em 2008, mas ainda não faturou um primeiro lugar.

Explicação pode estar nas mudanças ocorridas no motor e nos freios dos Clios.

É difícil afirmar que uma equipe dona de dois pódios em três corridas disputadas na Copa Renault Clio viva, exatamente, uma fase ruim. Mas, para o time que durante algumas temporadas foi o nome a ser batido na categoria, a ausência de primeiras colocações causa certa estranheza.


Sem visitar o alto do pódio nas três primeiras corridas da temporada, a Black & Decker Racing – nova denominação da Officer Motorsport – está pouco acostumada a passar em branco em inícios de temporada. E, até por isso, não tem medido esforços no sentido da recuperação.


O time paulista, comandado por Carlão Pagliaro, conquistou a segunda colocação na etapa de abertura com Wagner Cardoso – que foi terceiro na prova seguinte –, mas ainda não registrou a primeira vitória na era 2.0 da Copa Clio – em 2008, a categoria trocou o motor 1.6 pela nova unidade de dois litros.


As explicações, na opinião do chefe da equipe e do próprio piloto, são circunstanciais e, por esse motivo podem virar história já a partir da etapa de São Paulo. A quarta corrida do ano será no dia 13 de julho, no Autódromo José Carlos Pace.


“Tivemos um bom início de temporada e ainda não chegamos à vitória por uma questão de detalhes”, acredita Wagner Cardoso, ganhador de três corridas no ano passado. “Não conseguimos encontrar o equilíbrio ideal dos freios com as novas pastilhas, introduzidas no regulamento deste ano, e isso roubou um pouco de performance. Para o restante do ano, no entanto, a expectativa é positiva”, acredita o paulista.


Para Carlão Pagliaro, a evolução natural dos outros times, e a velocidade com que alguns deles se adaptaram ao novo regulamento – tanto em relação aos freios quanto ao novo motor –, têm feito a diferença neste início de temporada.
 
“Mantivemos a mesma estrutura e os mesmos profissionais do ano passado, e vejo nossa ausência no alto do pódio como uma questão temporária. O novo motor 2.0 exigiu mudanças no acerto dos carros, e também tivemos problemas com os freios. Tudo isso acaba sendo decisivo em uma categoria tão competitiva quanto a Copa Renault Clio”, avaliou.
 
A opinião do staff da Black & Decker Racing coincide com a do paranaense José Cordova, que lidera o campeonato com duas vitórias, Ele também chefia a W Racing, equipe que faturou todas as corridas de 2008, e avalia o bom momento vivido por seu time como uma questão de adaptação.


“Levamos menos tempo para encontrar um caminho para o acerto do carro com o novo motor 2.0, e isso nos deu certa vantagem. Mas ela deve durar pouco. Todos as outras equipes estão trabalhando e sem dúvida teremos uma vida um pouco mais dura nas próximas etapas. Tem muito campeonato pela frente”, disse Córdova.

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