Copa Fiat: Azar de Bragantini deixa Cacá com a mão no tri

Líder sai em 2º na final e vê rival quebrar no qualifying; Camilo conquista pole inédita

Só pode ser sorte – e competência – de campeão. Mesmo debilitado por uma infecção bacteriana e cometendo erros que não está acostumado, Cacá Bueno ficou muito próximo da conquista do tricampeonato da Copa Fiat ao garantir o 2º lugar no grid da abertura da rodada dupla final e ver o único obstáculo rumo ao título nem abrir a volta na sessão classificatória deste sábado no Velopark (RS). Com provável quebra da homocinética, André Bragantini ficou sem tempo e largará da última posição na primeira bateria do domingo. Thiago Camilo partirá na pole pela primeira vez na categoria de turismo do Racing Festival.

Cacá precisa apenas chegar à frente de Bragantini, dentro da zona de pontos, para alcançar o terceiro título na Copa Fiat e o nono na carreira. Apesar da tarefa facilitada pela má sorte do piloto da Pater Racing, Cacá manteve o discurso cauteloso e evitou a comemoração antecipada. “Andrezinho virá forte, porque o número de carros à frente dele nem é tão grande assim”, apostou Cacá. O fato de o companheiro de equipe de Bragantini largar logo à sua frente não assusta. “Não acho que ele vá tentar me segurar. Para ajudar o Andrezinho, é melhor tentar ir para frente e vencer. Senão, corre o risco de ser ultrapassado”, acrescentou. “A forma mais inteligente de ele ajudar é ganhando a corrida.”

Atendido pelo médico da organização no ambulatório do autódromo depois da primeira sessão de treinos livres da manhã, Cacá ensaiou um princípio de recuperação depois de submetido a uma aplicação de soro. “Estou me sentindo melhor. Principalmente melhor do que ontem, quando mal conseguia andar. Agora, estou apenas suando um pouco demais para um treino de apenas duas voltas. Queria agradecer também ao médico do Grêmio, que está concentrado no meu hotel e ontem passou no meu quarto para me observar”. Sobre o resultado em si, ficou satisfeito. “Foi bom, porque andei pouco durante todo o dia, apenas três voltas na primeira sessão e seis na segunda, e mesmo assim fiquei a apenas um décimo do tempo da pole”, lembrou.

Bragantini voltou desolado para os boxes. “Nem deu para abrir a volta”, lamentou. O dia, na verdade, não foi mesmo positivo para o vice-líder, que tem 14 pontos a menos que Cacá (computados os dois descartes obrigatórios) e não pode permitir que a diferença aumente. Caso contrário, a segunda corrida do domingo servirá apenas como cumprimento da tabela. Pela manhã, Bragantini “decolou” depois de passar sobre uma zebra e os reparos no carro só foram concluídos minutos antes da abertura da pista para o qualifying. “Agora não há nada o que fazer. Vamos para cima amanhã”, disse o diretor-técnico Maurício Ferreira, tentando manter a moral do piloto elevada.

O contraponto nos boxes da Pater Racing foi a alegria de Camilo. Pelo sistema adotado na Copa Fiat, os carros entram um a um na pista, de acordo com a ordem inversa da classificação do campeonato. “Deu para tirar um peso das costas porque eu vinha me cobrando muito”, afirmou Camilo, o quarto a deixar os boxes para as duas voltas rápidas. “Foi uma pena pelo Andrezinho, porque ele tinha todas as condições de brigar por essa pole”, lembrou Camilo, em sua segunda participação na Copa Fiat após uma ausência de quase dois anos.

A primeira bateria tem largada prevista para as 10h05, com duração de 25 minutos mais uma volta. A segunda, com a inversão da posição dos oito primeiros em relação à chegada anterior, começará às 13h20 e terá a mesma distância. A Rede TV mostrará o compacto da primeira e a segunda ao vivo a partir das 13h20, enquanto o SporTv2 exibirá as duas provas em VT a partir das 15 horas. Pela Internet, o site www.brmtv.com.br levará toda a movimentação do Velopark ao longo do domingo. Completam a programação a decisão da R1 GP 1000, série motociclística promovida pela Yamaha, o show de freestyle da equipe de Jorge Negretti e o sorteio de um Uno Vivace 0K entre os torcedores.

A ordem de largada da 11ª etapa:

1 – Thiago Camilo, 1:01.371
2 – Cacá Bueno, 1:01.490
3 – Clemente Faria Jr., 1:01.537
4 – Cesinha Bonilha, 1:01.898
5 – Giuliano Losacco, 1:01.899
6 – Popó Bueno, 1:02.108
7 – Christian Fittipaldi, 1:02.219
8 – Luir Miranda, 1:02.460
9 – Ulisses Silva, 1:02.788
10 – Wellington Justino, 1:02.916
11 – Leonardo Nienkotter, 1:02.982
12 – Rogério Castro, 1:03.747
13 – Carlos Eduardo, 1:03.966
14 – Fernando Nienkotter, 1:04.150
15 – Rogério Motta, 1:05.120

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