Copa Vicar: Pachenki, líder, tem carro mais forte para volta da categoria a Interlagos

ALM Pachenki Motorsport restabelece condições de competitividade após verificar defasagem no rendimento do carro em teste feito na sede da JL.

Em uma de suas temporadas mais competitivas, a Copa Vicar Stock Car volta a confrontar seus pilotos neste domingo (5) no Autódromo José Carlos Pace, em São Paulo. Destacando três vencedores em três corridas e com apenas quatro pontos separando os três primeiros colocados na tabela, a categoria convive com a expectativa geral de disputas acirradas na quarta etapa, cujos treinos terão início na sexta-feira (3) no circuito de Interlagos.

A liderança do campeonato é do paranaense Diogo Pachenki. Vencedor da primeira prova da temporada, disputada justamente no circuito paulista, o piloto da ALM Pachenki Motorsport comanda a classificação desde o início. Ele antevê as dificuldades que terá na quarta etapa para manter a condição de líder. “Em São Paulo todo mundo anda bem, não há favorito. Lá, o piloto pode ter um ritmo ótimo e não figurar nem entre os 10 primeiros”, ilustra.

Um dos trunfos de Pachenki para a disputa deste fim de semana está no trabalho feito há dias em Cotia, cidade da região metropolitana de São Paulo, na sede da JL, empresa que produz os carros da Copa Vicar. “Fizemos vários testes no dinamômetro de rolo e constatamos que meu carro perdia até 15 hp em relação aos carros dos meus principais adversários”, revela. “Com isso, trabalhamos para deixar o carro tão competitivo quanto os outros”.

Depois da vitória em Interlagos, Pachenki foi quinto colocado em Brasília e oitavo em Santa Cruz do Sul, em etapas que tiveram o paulista Tiago Gonçalves e o também paranaense Júlio Campos, respectivamente, como vencedores. “Nas duas últimas corridas, eu senti que meu carro perdia um pouco. Não foi só por isso que fiquei fora da disputa direta pelas vitórias, mas não há como negar que essa defasagem contribuiu bastante para isso”, pondera.

Pachenki frisa a validade do método adotado para os testes em seu carro, que leva o número 8 e as logomarcas de Marisol e One Store. “Num dinamômetro normal, você consegue medir só a potência do motor. No dinamômetro de rolo, o carro inteiro é testado. Isso possibilita à equipe encontrar onde, entre o motor e as rodas, o carro perde potência. Com essas informações, a equipe fez mudanças e adaptações que vão melhorar nosso desempenho”, afirma.

Para o paranaense, ter um carro tão competitivo quanto na primeira etapa – em que venceu depois de conquistar a pole-position – representa um trunfo. “Eu acho que o carro deverá estar até um pouco mais competitivo do que na primeira corrida. Como eu disse, todo mundo anda bem na pista de Interlagos, mas nossa equipe também tem um set up muito eficiente para lá, o meu histórico também me dá motivos para esperar um resultado interessante”, torce.

O piloto da ALM Pachenki Motorsport já venceu seis corridas da classe de acesso da Stock Car no traçado paulistano. A primeira vitória aconteceu em 2003. No ano seguinte, quando foi campeão, ganhou três das seis etapas realizadas em Interlagos, onde também venceu as provas que deram início aos campeonatos de 2007 e 2009. “Não tenho certeza, mas devo ser o piloto que mais ganhou corridas em Interlagos. A chance de uma nova vitória é grande”, considera.

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