Dakar: Com sustos, aventura e emoção de sobra, Paulo Pichini e Lourival Roldan chegam ao Chile

Mesmo com as inúmeras dificuldades enfrentadas, a dupla brasileira supera-se e chega à metade da prova pronta para mais desafios.

Sábado, 10 de janeiro, dia de descanso – Enfim chegou o dia de descanso!
Em um rali onde as dificuldades crescem diariamente a palavra “descanso” tem lugar reservado no vocabulário da prova.

Ontem foi cumprida a sétima etapa da competição. Todos largaram de Mendoza, na Argentina, rumo a Valparaíso, no Chile. A especial do dia, prevista originalmente para 419 km foi reduzida para 243, 36. Na trilha, grande variedade de terrenos, mesmo assim vale o destaque mais uma vez para o tão constante e tenebroso fesh fesh, uma areia muito fina que invade o carro todo, gerando um desgaste ainda maior do veículo.
 
“Quando passamos pelo fesh fesh, ele parece um talco, levanta aquele poeirão, que entra no carro e escurece tudo. Depois parece que, com o calor constante, ele cola onde estiver e fica duro feito cimento. Na prática, isso significa que ele funciona como um verdadeiro ladrão de potência, já que impede a circulação de ar do motor. Por várias vezes foi preciso parar e limpar nosso filtro e dar uma geral no radiador para podermos seguir em frente”, explica Lourival Roldan.
 
“Nosso carro está muito desgastado com tudo que passamos até agora. O Dakar sul americano esta mostrando que a África tem sua magia, mas que o nosso continente também traz belezas naturais e obstáculos que marcarão profundamente os participantes desta edição. Os mais experientes comentam que nunca viram um Dakar tão exigente quanto este. Está devastador”, comenta Pichini.
 
A dupla brasileira está neste momento descansando em Valparaíso após mais uma etapa concluída com sucesso.  E apesar deste ser um dia de descanso, para os competidores, significa dia de muito trabalho para equipes de apoio e seus mecânicos.
 
“O Dakar está tão duro, que a reposição de peças dos veículos este ano está mais acelerada que o habitual. Isso acontece porque nossos carros estão sendo colocados numa situação ainda mais extrema que em edições anteriores. Este é o meu quinto Dakar e nunca vi nada parecido ao que estamos vivenciando aqui. Hoje o dia será de muito trabalho para a nossa equipe, vamos dar duro para deixar nossos carros impecáveis para relargarmos amanhã”, comenta Francisco Inocêncio, piloto e proprietário da equipe Red Line, que complementa, “O Pichini esta sendo nossa grata surpresa; persistente, determinado, ele nos impressiona e contagia com seu espírito guerreiro ao não se deixar abater pelas dificuldades”.
 
Pichini/ Roladan largaram de Buenos Aires na 137ª posição e chegam a Valparaíso em 91° lugar na classificação geral. Segundo informações do site oficial do evento, 142 veículos dos 530 participantes que saíram de Buenos Aires, já abandonaram a prova.
 
Paulo Pichini e Lourival Roldan tem o patrocínio de Getronics e Cisco. O apoio é da IT Mídia.

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