F-BMW Norte-americana: Piloto catarinense tem dificuldades de reconhecimento de pistas

O piloto catarinenste Marco Santos (New Line / Feel Free / Worldpan ) trocou, neste ano, o kartismo pelo automobilismo. Como todo piloto que faz este tipo de avanço na carreira, sofre com dificuldades, como o de reconhecimento de pistas. E é isto que ele tem enfrentado em seu primeiro ano no automobilismo internacional.

Até o ano passado, o piloto de Blumenau competia no kartismo brasileiro, onde conquistou o título de Campeão Sul-Brasileiro da categoria Novatos, e a cada etapa do Norte-Americano de Fórmula BMW tem disputado provas em autódromos onde nunca havia treinado ou corrido. “É uma dificuldade que eu tenho sentido, mas que é normal, não tem como evitar”, conta Marco, que no último final de semana disputou a 5ª rodada dupla do campeonato no circuito de San Jose, na Califórnia.

Era um circuito de rua, com cerca de 1,4 milhas de extensão. O asfalto era muito irregular e a área de escape era inexistente. Meu próprio companheiro de equipe acabou não disputando as provas porque rodou em uma curva ‘cega’ e acabou atingido por outros três carros que não podiam vê-lo parado na pista. O carro foi para o lixo, ainda bem que ele não se machucou”, disse Marco, referindo-se a David Rangel, o mexicano que, junto com ele, compete na equipe Haberfeld & Walker Racing.

Mesmo com estas dificuldades, Marco conseguiu encontrar um bom acerto para seu carro nos treinos oficiais. Porém, como outras categorias também estavam disputando provas no mesmo final de semana, a pista mudou bastante até a hora das provas. “Tínhamos provas da Champ Car e da Fórmula Atlantic e borracha que ficou na pista após os carros destas categorias competirem acabou nos atrapalhando. Ficou ruim pra todo mundo, mas eu acabei me ressentindo bastante justamente por esta ter sido minha primeira prova em circuito de rua”, admitiu o piloto New Line / Feel Free / Worldpan.

Ao fim das duas provas, o balanço é de que tudo poderia ter sido melhor, já que Marco recebeu a bandeirada em 15º e 17º lugar, depois de largar em 22º nas duas. “Numa delas ainda fiquei prejudicado por uma batida na minha frente. Tive que parar o carro e cerca de cinco concorrentes me passaram. Mas ainda assim acho que foi bom, pois valeu como aprendizado para circuito de rua e o acerto do carro já vai servir para Denver”, finalizou Marco, referindo-se a penúltima rodada dupla do ano, que acontece de 11 a 13 de agosto, em Denver, no Colorado, também um circuito de rua.

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