A temporada 2026 da Fórmula 1 entra em sua segunda metade com tudo em aberto. Após a pausa de verão, o campeonato recomeça com Kimi Antonelli consolidado na liderança, uma disputa cada vez mais apertada entre Mercedes, Ferrari, McLaren e Red Bull, o retorno de um circuito histórico ao calendário e um mercado de pilotos ainda sem definições.
Abaixo, reunimos os cinco pontos para ficar de olho na segunda metade da F1 2026 — da luta pelo título ao grid de 2027.
1. Kimi Antonelli pode se tornar o campeão mais jovem da história da F1?
A Mercedes chegou ao ano como uma das favoritas, mas a surpresa da primeira metade foi ver Kimi Antonelli — e não George Russell — puxar a fila das Flechas de Prata. Após a primeira vitória da carreira na China, o italiano se tornou o piloto mais jovem a liderar o campeonato depois de triunfar também no Japão, duas semanas mais tarde.
Desde então, Antonelli manteve a ponta e somou seis vitórias antes da pausa. Mesmo em fins de semana menos competitivos — como o abandono em Barcelona —, o jovem maximizou pontos e preservou a regularidade.
Os números impressionam: o italiano entra na segunda metade com 50 pontos de vantagem sobre o vice-líder Lewis Hamilton, com Russell outros seis pontos atrás, em terceiro. Se mantiver o ritmo, Antonelli pode conquistar o primeiro título e superar Sebastian Vettel como o campeão mais jovem da história da Fórmula 1.
2. Uma “corrida de desenvolvimento” no topo do campeonato
Se a Mercedes dominou as manchetes, não teve vida fácil. A Ferrari foi a primeira a furar o bloqueio das Flechas de Prata, com a primeira vitória de Lewis Hamilton em vermelho no GP de Barcelona-Catalunya, seguida pelo triunfo de Charles Leclerc em Silverstone.
A McLaren entrou na briga na última etapa antes da pausa: Lando Norris, atual campeão mundial, venceu pela primeira vez no ano em Hungaroring. A Red Bull também deu sinais de reação, com Max Verstappen em terceiro na Bélgica e segundo na Hungria.
Após o classificatório em Budapeste, Antonelli resumiu o cenário: “Este ano será uma corrida de desenvolvimento. Precisamos manter a cabeça baixa, porque será uma luta até o fim.”
O chefe da McLaren, Andrea Stella, concordou: “Todos estão fazendo um bom trabalho ao trazer upgrades que funcionam. O que vai decidir é quantas atualizações cada equipe de ponta conseguirá entregar até o fim da temporada, porque estamos apenas na metade.”
3. Aston Martin e Williams buscam a recuperação
No meio do grid, dois nomes tradicionais querem virar a página. A Aston Martin sofreu com problemas de confiabilidade que impediram o carro de completar a distância de corrida nas duas primeiras etapas e limitaram a quilometragem na pré-temporada. O cenário começou a mudar com um pacote significativo de atualizações levado à Hungria — e novos updates estão a caminho, incluindo um da Honda no GP da Holanda.
Já a Williams caiu para nona no Mundial de Construtores, depois do impressionante quinto lugar de 2025. Com o programa do FW48 atrasado desde os testes, a equipe só deve receber a próxima grande atualização no GP do Azerbaijão, no fim de setembro. Para ambas, a segunda metade é sobre recuperar o terreno perdido.
4. A F1 retorna à Malásia: Sepang está de volta
O calendário de 2026 foi remodelado. Devido à situação no Oriente Médio, os GPs de Bahrein e Arábia Saudita previstos para abril foram cancelados. Em julho, foi confirmado que o Sepang International Circuit volta a receber a categoria no fim de semana de 2 a 4 de outubro — na vaga originalmente reservada ao Bahrein — entre os GPs do Azerbaijão e de Cingapura.
Sepang, que estreou em 1999 e recebeu a F1 pela última vez em 2017, é conhecida pelas curvas rápidas e fluidas, longas retas, zonas de freada forte e pelo clima tropical imprevisível — combinação que historicamente produz corridas dramáticas.
O último vencedor na Malásia foi Max Verstappen, que à época conquistava apenas seu segundo triunfo na carreira. Hoje, o piloto da Red Bull soma 71 vitórias — e a pergunta é quem será o próximo a subir no degrau mais alto do pódio em Sepang.
5. Mercado de pilotos: a “silly season” esquenta rumo a 2027
Com a segunda metade em andamento, as especulações sobre o grid de 2027 se intensificam. A Mercedes é o nome de maior peso sem dupla confirmada, embora o chefe Toto Wolff tenha sinalizado que a equipe “não quer mudar as coisas”.
Max Verstappen tem contrato com a Red Bull até o fim de 2028, mas segue no centro dos rumores. Na Aston Martin, o vínculo de Fernando Alonso termina no fim desta temporada e o futuro do espanhol segue em aberto. Williams, Racing Bulls, Haas e Audi também não confirmaram suas duplas.
Na Alpine, Pierre Gasly tem contrato até pelo menos 2028, mas a equipe ainda precisa decidir se Franco Colapinto permanece como companheiro. Ou seja: não faltarão manchetes dentro e fora das pistas nos próximos meses.
A segunda metade da F1 2026 passa por Zandvoort, Baku, pelo retorno a Sepang em 2-4 de outubro e por Cingapura. Com título em jogo, volta histórica e o mercado de 2027 em movimento, sobram motivos para acompanhar cada GP de perto.

