GP da Holanda 2026: 5 histórias para acompanhar na despedida de Zandvoort da F1
Após três fins de semana sem corridas, categoria retorna com o primeiro Sprint da história de Zandvoort, previsão de chuva e o ato final do GP da Holanda no calendário.
Depois de três fins de semana sem corridas e do recesso obrigatório de duas semanas das fábricas, a Fórmula 1 abre a segunda metade da temporada 2026 neste fim de semana com o GP da Holanda. Entre 21 e 23 de agosto, Zandvoort recebe a 12ª etapa do ano com sabor de história: é a última corrida da prova no calendário e, ao mesmo tempo, a primeira vez que o circuito recebe o formato Sprint.
E o clima promete ser co-protagonista: a previsão aponta chuva para os três dias de atividade de pista, receita para um fim de semana caótico e imprevisível no litoral do Mar do Norte.
Com 12 etapas ainda por disputar e mais de 300 pontos em jogo, o fim de semana pode redefinir a luta pelo título liderada por Kimi Antonelli. Abaixo, as cinco histórias que dominam o GP da Holanda 2026.
1. Segunda metade “sem respiro” começa em Zandvoort
O GP da Holanda é a última prova isolada de 2026. A partir daqui, o calendário fica brutal para equipes e pilotos: uma dupla em Monza e Madri e, na sequência, três triplas consecutivas para encerrar o ano — incluindo o GP do Bahrein realocado para a Malásia no início de outubro.
Na tabela, o recesso serviu para aquecer a rivalidade no topo: Kimi Antonelli (Mercedes) chega líder com 219 pontos, 50 à frente de Lewis Hamilton (Ferrari), com George Russell (Mercedes) em terceiro, com 160.
2. McLaren chega com pacote “completo” após a primeira vitória
A Mercedes começou o ano com seis vitórias consecutivas, mas a vantagem encolheu. A Ferrari foi a primeira a furar o bloqueio — Hamilton em Barcelona, Charles Leclerc em Silverstone — e coube à McLaren vencer em Budapeste, garantindo o primeiro triunfo de 2026 da atual campeã de construtores.
A Hungria marcou também a estreia da primeira parte do pacote de atualizações que será completado justamente em Zandvoort. Resta saber se Lando Norris e Oscar Piastri conseguirão, enfim, desafiar a Mercedes de forma consistente em um tipo de circuito completamente diferente.
A Ferrari observa com atenção: nas duas últimas corridas, Hamilton perdeu 50 pontos para Antonelli — e a equipe precisa de resposta imediata.
3. Honda traz motor atualizado para a Aston Martin
Antes das férias, a Aston Martin estreou na Hungria um pacote significativo de chassi — e funcionou: primeiro Q2 da temporada para Fernando Alonso e os dois carros brigando no meio do pelotão.
Mas esse foi apenas o primeiro ato. O segundo chega agora, com a Honda estreando uma unidade de potência atualizada em Zandvoort, prometendo ganhos incrementais em várias frentes. Com o regulamento de 2026, a otimização completa pode levar tempo, mas o objetivo é claro: dar mais um passo à frente no campeonato.
4. Cadillac estreia novo chefe de equipe
Enquanto o mercado de pilotos segue morno, o grande movimento aconteceu nos bastidores: a Cadillac substituiu Graeme Lowdon por Marcin Budkowski como team principal, com efeito imediato.
Lowdon foi peça-chave na preparação da equipe para sua temporada de estreia. Agora, o CEO Dan Towriss aposta em Budkowski — com passagens por Ferrari, McLaren, Alpine e FIA — para a próxima fase do projeto. O engenheiro polonês visitou a fábrica em Silverstone na segunda-feira e já estará em Zandvoort neste fim de semana, diagnosticando onde a equipe pode melhorar no curto e no longo prazo.
5. Despedida de Zandvoort com Sprint e chuva
No calendário desde seu retorno em 2021, Zandvoort se despede da Fórmula 1 neste fim de semana. O traçado de 4,259 km, famoso pelas curvas inclinadas, ondulações e pela “maré laranja” que transforma as arquibancadas em festa para Max Verstappen, terá uma última celebração — com 72 voltas na corrida de domingo.
O programa é cheio: único treino livre e quali da Sprint na sexta-feira, Sprint e classificação no sábado e a corrida no domingo às 15h no horário local (10h de Brasília). Com chuva prevista, a despedida tem todos os ingredientes para ser memorável.
O que está em jogo
Mais do que uma despedida simbólica, o GP da Holanda 2026 abre a reta final do ano: com mais de 300 pontos em disputa, Zandvoort pode ser o palco da primeira mudança de forças na luta pelo título — e do adeus à altura de um dos palcos mais apaixonantes do calendário.

