F1: Análise técnica de Mônaco, por Luiz Razia

rova mais importante do campeonato, curiosamente, é decidida muitas vezes na tomada de tempos, por conta da dificuldade de ultrapassagem; confira mais detalhes

O fã do automobilismo tem no próximo domingo o dia mais importante da temporada 2011, com a realização do evento mais tradicional e charmoso do calendário: o GP de Mônaco de Fórmula 1. A prova disputada nas ruas do Principado existe desde 1929 e, desde 1950, quando passou a receber a principal categoria do automobilismo mundial, só não foi realizada em três oportunidades, todas na década de 50.

Com um traçado curto, de 3.340 metros, montado em ruas estreitas, com muitas diferenças de elevação e curvas apertadas, o circuito de Mônaco é o mais exigente do calendário, com mais de 3.600 mudanças de marchas em uma única corrida. As características também fazem do GP de Mônaco uma corrida decidida na tomada de tempos, uma vez que é bem difícil ultrapassar. Como bem definiu Nelson Piquet, “é como andar de bicicleta na sala”.

Outra característica única de Mônaco é o túnel, feito em alta velocidade e que exige dos pilotos uma rápida adaptação ao contraste entre a forte luz do dia e a escuridão da passagem no ponto de maior velocidade da pista, que precede uma forte freada que leva para o setor final da pista. Confira uma análise técnica do circuito feita por Luiz Razia, terceiro piloto do Team Lotus:

Aerodinâmica
“Diferente de todas as outras pistas, Mônaco é um dos únicos circuitos que as equipes utilizam o máximo de downforce no carro. A prioridade aqui é assegurar que o piloto tenha o máximo de aderência possivel sem se preocupar com as retas, pois elas não existem. Até o tunel, que é o unico da F-1, é uma curva.”

Freios
“As temperaturas aqui são bem altas; as equipes usam os dutos mais largos na frente, para refrigerar os freios o mais rápido possivel. O gasto dos mesmos é mais baixo, porém as temperaturas trabalham em um nível mais alto.”

Pneus
“Uma questao realmente difícil de saber é o que pode acontecer com os pneus supermacios. Nunca testamos ele na GP2 e, na Fórmula 1, foi avaliado apenas uma vez em Barcelona. E eles acabavam em três voltas. Acho que a Pirelli desenvolveu ainda mais o composto para essa etapa e teremos a certeza de que os pneus serão um pouquinho diferentes de Barcelona.”

Motor
“O principal aqui é ainda o difusor com o escapamento, as equipes estão tentando de toda a maneira de melhorar ainda mais a eficiência com este tipo de visão que o Adrian Newey reinventou depois de ter aplicado ela nos anos 90.”

Estratégia
“Uma atençao especial em Mônaco para a classificação: será muito importante sair na frente, nao ter problemas de trafego, andar rápido e, lógico, evitar acidentes. É muito importante tambem manter uma alta concentração para jamais errar, uma vez que os pneus soltam bastante borracha no circuito e a pista vai ficar cada vez mais estreita. Assim uma roda fora do trilho e a corrida esta acabada! Acho que, em 72 voltas, as coisas podem ser muito diferentes; talvez quatro pit stops podem ser uma opção.”

Asa móvel e Kers
“Não concordo com a asa móvel para Mônaco. Já o Kers ode fazer mais diferença do que em outros circuitos, pois, como tem muita saída de curva, o importante é usá-lo no momento certo.”

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