F1: Análise técnica de Silverstone, por Luiz Razia

Tradicional circuito inglês, palco da primeira corrida da história da categoria, em 1950, foi repaginado para a corrida deste fim de semana

Um encontro do passado com o presente, de olho no futuro. Assim pode ser descrito o circuito de Silverstone, palco do GP da Inglaterra de F-1. Local da primeira corrida da história da categoria, em 13 de maio de 1950, o circuito, que serviu de aeroporto na Segunda Guerra Mundial passou por uma repaginada para receber a 62ª edição da corrida inglesa.

Um novo complexo de pit e paddock transferiu a largada clássica entre as curvas Woodcote e Copse para a Wellington Straight, no extremo oposto do local original. Isso faz com que os pilotos, logo após a largada, entrem no novo complexo de curvas, inaugurado na temporada passada. São duas curvas de alta e uma freada forte, que darão uma grande carga de emoção para os primeiros momentos do GP de 2011.

Sem repetir vencedores desde 2003, a prova inglesa já viu três brasileiros subirem no degrau mais alto do pódio: Emerson Fittipaldi (duas vezes, em 1972 e 1975), Ayrton Senna (em 1988, debaixo de chuva) e Rubens Barrichello (na tumultuada edição de 2003, que contou com uma invasão de pista). No quesito poles, foram seis: três com Nelson Piquet (1984, 1986 e 1987), uma com Senna (1989) e duas com Barrichello (2000 e 2003).

Confira uma análise técnica feita de Silverstone feita pelo baiano Luiz Razia, terceiro piloto do Team Lotus:

Aerodinâmica
Silverstone é umas das pistas nas quais a aerodinâmica conta muito; quanto mais pressão aerodinâmica, melhor e mais forte você pode fazer as curvas de alta. Agora, com o corte do motor na freada, os carros devem desestabilizar muito durante a freada e a aceleração.

Motor
Com o corte eletrônico, fica difícil fazer os difusores funcionarem. Acho que essa será a maior mudança para esta etapa. Acredito que, em termos de performance, os carros irão perder bastante com esse corte eletrônico.

Freios
Silverstone é um dos circuitos mais baixos em termos de consumo de freio; então, acredito que isso não será um problema. Já a estabilidade do carro em freada por causa da combinação difusor/motor será uma incógnita.

Pneus
Serão os duros e macios. Vamos ver se os duros de Silverstone serão iguais aos demais, já que o Lucas [Di Grassi] está desenvolvendo sempre um composto um pouquinho diferente. Vamos escutar de perto o que as equipes têm a dizer.

DRS/Kers
Acho que, em Silverstone, o DRS tem um grande impacto, por conta de suas longas retas e curvas de alta. Será preciso um pouco de cuidado ao fazer as curvas que são quase a fundo, pois o DRS fica sempre ligado neste momento. Já em relação ao Kers, devemos ter um pouco de dificuldade, pois esta é uma pista com poucas curvas de baixa, vitais para carregar as baterias.

Estratégia
Acho que todos já devem estar imaginando três paradas, pelo fato de os pneus macios terem uma performance bem melhor que os duros, ainda mais em uma pista de alta, que exige muito do pneu. Precisamos também conferir como se comportarão estes pneus macios em termos de degradação. Silverstone tem uma característica tipo Barcelona em termos de asfalto e aderência.

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