F1: Análise técnica de Valência, por Luiz Razia

Circuito de rua espanhol, dotado de longas retas e muitas curvas, é o palco do GP da Europa de F-1, e, em três edições, teve duas vitórias de brasileiros

Neste fim de semana, a Fórmula 1 segue para mais um circuito de rua, mas este cada vez mais parecido com um autódromo. A pista de Valência, palco do GP da Europa, possui uma das melhores infra-estruturas que uma pista provisória pode ter.

E, em sua quarta temporada na categoria, a prova nas ruas que circundam e cortam o porto da cidade pode ser considerada a mais brasileira do calendário depois do GP do Brasil: foram duas vitórias do país em três provas. Felipe Massa venceu a etapa inaugural, enquanto Rubens Barrichello conquistou no local a 100ª vitória do país na história da Fórmula 1.

A pista de 5.419 metros utiliza a estrutura construída em 2007 para a Copa América de Vela, e exige um acerto mais convencional que os extremos de máximo e mínimo downforce nas duas provas de rua anteriores, em Mônaco e Canadá, apesar de contar com quatro longas retas e a incrível marca de 25 curvas. A prova, marcada para as 9h (de Brasília) do domingo, conta com 57 voltas. Confira uma análise técnica feita por Luiz Razia, terceiro piloto do Team Lotus. Uma volta virtual junto com o piloto a bordo de um simulador profissional pode ser vista clicando aqui.

Aerodinâmica
“A pista de Valência provoca o uso do máximo de downforce (pressão aerodinâmica) nos carros. É uma pista definida como “stop and go” (pare e siga) pois o mais importante é ter uma carro altamente equilibrado para freadas e as duas unicas curvas de alta que o circuito possui. O importante em Valência é a traçao e uma boa estabilidade nas freadas”

Motor/Cambio
“O importante é o cambio estar ajustado para as marchas curtas por conta das saidas de curvas. Em baixa velocidade nas curvas, é importante na saida uma boa traçao; já os mesmos motores do Canadá serao usados agora em Valência”

Freios
“É um ponto delicado, que merece atenção constante. Existe um grande consumo dos freios neste circuito. É a quarta ou quinta pista do calendário de maior desgaste dos freios”

Pneus/Estratégia
“Ainda restam algumas dúvidas sobre os pneus. Os compostos serao os médios e, de acordo com a Pirelli, como eles foram testados no Canadá, podemos esperar um bom desempenho para eles ou, talvez, um desgaste prematuro. Veremos no decorrer das sessões. Já na parte de estratégia, acredito que três paradas será o normal do fim de semana”

Kers/DRS
“O Kers aqui tem um grande impacto, pois a saida de curva é muito importante neste circuito. Já o DRS sera em dois pontos, assim como no Canadá, e sera interessante ver o quanto ira funcionar nesse circuito de “rua”, com duas longas retas”.

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