F1: Briatore evoca Bennetton para argumentar contra novas regras

Chefe de uma das mais importantes equipes da temporada recente da Fórmula 1, Flavio Briatore aproveitou a quarta-feira pouco movimentada nas pistas para mais uma vez criticar o novo regulamento de baixos orçamentos que a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) tenta outorgar para 2010. O italiano da Renault alerta para a perda de prestígio da categoria mais importante do automobilismo se grandes equipes abandonarem a disputa.

“Estamos depreciando a Fórmula 1”, disparou Briatore, que ao lado das equipes Ferrari, Red Bull, Toro Rosso e Toyota ameaça abandonar a F-1 caso a FIA implante as novas regras na temporada que vem. “Não é correto que equipes de GP2 compitam conosco. É uma depreciação às nossas imagem e tecnologia”, complementou.

Um dos objetivos da FIA em criar um novo regulamento na F-1 é deixar a categoria ainda mais competitiva – e impedir que apenas uma ou duas escuderias se isolem com a hegemonia da competição. Para Briatore, porém, a redução orçamentária não é argumento para o sucesso de uma equipe.

“As equipes menores têm que alcançar o êxito na base dos próprios resultados. Eu, por exemplo, comecei na Benneton, que não era nada. Com regras claras e sem mudança do código normativo, fizemos frente a McLaren e Ferrari e ganhamos dois títulos mundiais, em 1994 e 1995. E nosso capital era 20% das grandes escuderias”, recordou.

A Bennetton, montadora que estreou na F-1 em 1986 no Grande Prêmio do Brasil, alinhou seus carros por 15 anos no grid de largada até 2002, quando se tornou a Renault. O auge da equipe pertencente à poderosa família italiana Bennetton coincidiu com o surgimento do alemão Michael Schumacher, responsável pelos dois títulos do time chefiado por Briatore.

Fonte: Gazeta Esportiva.Net

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