F1: Briatore explica: assumiu culpa para “salvar” a Renault

Após um dia de mistério envolvendo sua saída da Renault, Flavio Briatore explicou por que deixou o cargo que ocupava desde 2001. Em entrevista ao jornal londrino Daily Mirror, o italiano revelou ter pedido demissão para “salvar” a equipe em meio ao escândalo do último Grande Prêmio de Cingapura de Fórmula 1.

Nesta quarta-feira, a Renault anunciou que seu chefe esportivo, Briatore, e seu diretor de engenharia, Pat Symonds, tiveram os contratos rescindidos, porém não havia informado se a decisão viera da montadora ou dos próprios dirigentes.

Nesta quinta, o polêmico cartola esclareceu essa dúvida. “Estava simplesmente tentando salvar o time. É esse o meu dever e a razão pela qual parei”, apontou ele, cuja carreira na Fórmula 1 teve início em 1988 pela Renault e rendeu quatro títulos mundiais: dois com Michael Schumacher e dois com Fernando Alonso.

Com a postura, o italiano acredita que tomou para si a culpa pelo acidente de Nelsinho Piquet em Cingapura, o qual o piloto garante ter sido intencional para beneficiar Alonso. Justamente ao lado de Symonds, Briatore foi acusado pelo brasileiro de ter arquitetado o plano responsável por abalar a credibilidade do esporte.

Essa ideia também ganhou força a partir das declarações do diretor de operações da Renault, Patrick Pelata, à emissora de rádio francesa RTL. “Piquet já tinha saído e Pat Symonds se foi. Briatore se considerou moralmente responsável e pediu demissão”, afirmou o dirigente, ratificando que apenas os três citados sabiam sobre a polêmica batida: “Não queremos que o erro de duas pessoas se reflita em toda uma companhia”.

Agora, os dois antigos principais cartolas da Renault não precisarão mais comparecer ao julgamento de 21 de setembro em Paris, onde o Conselho Mundial da FIA (Federação Internacional de Automobilismo) dará um parecer sobre o caso. Já sem ambos, a Renault pode escapar de um eventual banimento com uma multa de 50 milhões de libras (quase R$ 149 mi), segundo noticia o mesmo Daily Mirror.

Fonte: Gazeta Esportiva.Net

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