F1: Ecclestone garante que esporte continuará forte. Lauda ataca

Nas duas últimas décadas, a Fórmula 1 foi dada como “acabada” em pelo menos dois momentos, segundo Bernie Ecclestone: na morte de Ayrton Senna, em 1994, e na aposentadoria de Michael Schumacher, em 2006. Como superou esses dois grandes baques, a categoria não terá problemas para se recuperar também da ‘marmelada’ organizada por Renault e Nelsinho Piquet no Grande Prêmio de Cingapura, garante o britânico.

Detentor de parte dos direitos comerciais da Fórmula 1 pelo menos desde 1978, Ecclestone já enfrentou tantas crises no esporte que não se impressiona com o acidente que Nelsinho assegura ter sido proposital para levar Fernando Alonso à vitória na Ásia. “As pessoas dizem que foi um ano tórrido, mas ao final é sempre a F-1. Há sempre algo acontecendo – nunca o ambiente é de paz”, ressaltou ao diário londrino Daily Mirror.

Nesse contexto, o chefão não tem dúvidas que o descrédito quanto à modalidade terminará em breve. “Já nos recuperamos de tantas coisas e o faremos também agora. Disseram que o esporte acabaria quando Senna morreu e também quando Schumacher se retirou”.

Falando mais detalhadamente sobre o escândalo da Renault, Ecclestone lamentou que Flavio Briatore tenha sido obrigado a deixar a Fórmula 1 em meio a tudo isso. “É uma vergonha que Flavio encerre sua carreira assim, mas não podemos defendê-lo. O que ele fez foi completamente desnecessário”, avaliou o britânico que, ao contrário do presidente da FIA (Federação Internacional de Automobilismo) Max Mosley, é amigo do italiano.

Lauda quer punição dura à Renault: Ainda sobre Briatore, o tricampeão mundial Niki Lauda também comentou a decisão do dirigente de sair da Renault após oito anos. “Devemos assumir que as acusações contra a Renault eram todas verdadeiras”, apontou o austríaco, considerando o caso como “a pior coisa” que já aconteceu na Fórmula 1.

Para o futuro, Lauda argumenta que apenas uma grande punição à equipe no julgamento de 21 de setembro poderá restabelecer a credibilidade do esporte. “A FIA deve puni-los severamente”, continuou o ex-piloto, sem conseguir crer que Briatore tenha negado tudo no último fim de semana: “É inacreditável. Suas mensagens foram sujas, fazendo aqueles comentários sobre a vida privada de Piquet”. Defendendo-se durante o Grande Prêmio da Itália, o italiano indicara que Nelsinho seria homossexual.

Fonte: Gazeta Esportiva.Net

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