F1: Bruno Senna diz que retas do Canadá favorecem Lotus-Renault

Freadas fortes no circuito de Montreal não assustam, diz o piloto reserva da equipe

As longas retas do circuito da Ilha de Nôtre-Dame devem favorecer o rendimento da Lotus Renault GP no Grande Prêmio do Canadá. Foi com essa esperança que Bruno Senna deveria embarcar na noite desta terça-feira para Montreal, depois de uma rápida visita ao Brasil para tratar de negócios particulares. “Nossos carros têm estado constantemente entre os cinco mais rápidos de reta, o que mostra a boa eficiência das asas”, afirmou o piloto reserva da equipe inglesa.

Ainda sem conhecer em detalhes as evoluções que a Lotus Renault GP levará para a 7ª etapa da temporada, Bruno destacou a melhoria na tração do R31 nas duas últimas corridas, disputadas em pistas radicalmente opostas – Barcelona e Mônaco. Apesar da evolução, acrescentou que a pressão aerodinâmica seguirá tendo peso preponderante no traçado urbano canadense. “Especialmente nas chicanes”, acrescentou. “Por isso, continuará sendo muito difícil encarar os carros que têm na aerodinâmica o ponto forte, como as Red Bull e as McLaren.”

O circuito de Montreal sempre foi extremamente exigente em relação aos freios, mas o desgaste excessivo não parece preocupar o brasileiro. “Fazemos estudos antes de cada corrida e levamos os dutos correspondentes às características de cada pista. Até agora não tivemos qualquer problema de temperatura com os freios”, explicou.

Neste início de semana, a polêmica reintrodução do GP do Bahrein no calendário continuou figurando na agenda da Fórmula 1. De acordo com o site da revista especializada inglesa Autosport, a associação de equipes teria manifestado formalmente o desejo de não correr a prova no dia 30 de outubro, como determinou há poucos dias o chefe-geral da categoria, Bernie Ecclestone. As equipes se mostrariam dispostas a retornar ao país no futuro, assim que o efervescente clima político da região o permita. Bruno acredita que a prova deve mesmo ser tratada com cautela. “Adoro o Bahrein, sempre me dei bem lá e adoraria voltar. Mas, enquanto não houver garantias mínimas de que encontraremos uma situação de tranqüilidade por lá, devemos aguardar um pouco mais até uma nova edição do grande prêmio.”

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