F1: Bruno Senna sofre na Espanha com problema desconhecido

Equipe não sabe o que está errado na traseira do carro do brasileiro.

Um grave problema na traseira do carro da HRT F1 Team continua complicando a vida de Bruno Senna no Grande Prêmio da Espanha. Com a falta de pressão aerodinâmica já crônica do F110 agravada por um defeito cujas causas permaneciam desconhecidas horas após as tomadas classificatórias, Bruno partirá em 22º neste domingo, à frente dos pilotos da Virgin, Timo Glock e Lucas di Grassi, punidos com a perda de cinco posições porque a equipe perdeu o tempo regulamentar para notificar a FIA sobre as relações de marcha.

Na verdade, as dificuldades enfrentadas por Bruno vêm-se acumulando desde a sexta-feira, quando o fraco rendimento do carro foi mais comprometido pela quebra da tampa do motor. “Há algo de completamente errado na traseira e ainda não encontramos a razão. Sei apenas que ele vem deteriorando rapidamente e acabando com os pneus. O balanço está bastante diferente do carro do Karun Chandhok”, disse Bruno, cuja melhor volta no Q1 foi de 1min27s122.

A “via crucis” de Bruno recomeçou na terceira sessão de treinos livres, pela manhã. O carro apresentou uma pane hidráulica e o piloto não conseguiu completar mais do que seis voltas. “Para valer, mesmo, foram apenas duas e com o tanque cheio”, explicou Bruno, que nem pôde simular as condições para o qualifying.

Sem ter passado por uma única bateria de testes de pré-temporada, os carros da HRT F1 vêm ocupando as últimas colocações do grid desde a estreia no GP do Bahrein. A novidade em Barcelona é o desnível na performance entre eles. “Os carros nunca tiveram um balanço satisfatório, mas pelo menos ele era igual. Aqui, o meu está muito mais desequilibrado. Fizemos um acerto para sair um pouco mais de frente, mas não adiantou e o carro continuou piorando”, observou Bruno.

Os dados fornecidos pela telemetria não pareciam capazes de identificar o motivo do problema. “Talvez o assoalho esteja solto, mas esta é apenas uma hipótese. A equipe pretendia fazer uma checagem na carga da suspensão para buscar uma resposta. Seja lá o que for, é coisa grave”, continuou Bruno, sem esconder a preocupação com as perspectivas para a corrida. “A pista de Barcelona está amplificando a falta de pressão aerodinâmica dos nossos carros. No meu caso, se não descobrirmos o que está provocando esse problema na traseira, é possível que eu tenha de fazer várias paradas porque os pneus não vão durar muito.”

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