F1: Com esquema complexo, F-1 destina menos de 1% de receita a impostos

A Fórmula 1 é uma das categorias esportivas que mais lucra no mundo. Só em 2011, foram movimentados quase 1 bilhão de libras (aproximadamente R$ 3,4 bilhões) a ela relacionado. Mesmo assim, apenas 945 mil libras (R$ 3,2 milhões) em impostos foram destinados ao governo do Reino Unido, onde estabeleceu sede. O fato só é possível graças a complexo esquema de operações financeiras envolvendo a Formula One Group (FOM), comandada por Bernie Ecclestone.

Segundo o jornal inglês Independent, a FOM é composta por um total de 30 companhias que se aproveitam de brecha na legislação para realizarem empréstimos entre si, sem o desconto de impostos. Os dados foram obtidos pelo diário em prospecção da própria Fórmula 1, que realizou relatório por se preparar para abrir capital na bolsa de valores de Cingapura.

Com isso, a categoria, cuja receita total de 2011 aproximou-se dos R$ 3,3 bilhões (sendo R$ 1,04 bilhão de lucro), pagou apenas R$ 3,2 milhões em impostos – menos de 1% do montante total. Caso respeitasse a taxa padrão de 24% estabelecida pelo Reino Unido às companhias que nele estabelecem sede, a FOM teria entregado R$ 250 milhões ao fisco.

A atividade, no entanto, não é exclusividade da Fórmula 1. Segundo a publicação, outras grandes empresas como Google e Amazon também pagam tributos muito abaixo do valor que deveriam na Grã-Bretanha. Além disso, equipes e fornecedoras da própria categoria também se aproveitam do fato.

Fonte: GazetaEsportiva.Net
   

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