F1: Começo tardio não seria problema para nova Honda, diz Senna

Depois de anunciar o final de suas atividades na Fórmula 1, a Honda aguarda por um comprador. A equipe é a única esperança de Bruno Senna para correr na principal categoria do automobilismo nessa temporada. O piloto brasileiro admite que o time começaria em desvantagem em relação aos concorrentes, mas garante que ainda há tempo. A primeira corrida acontece na Austrália, no dia 29 de março.

“A equipe começaria atrás. O carro em si já estava pronto, mas agora precisaria trocar o motor e fazer uma série de adaptações”, explicou Bruno Senna em entrevista ao Sportv. O motor seria Ferrari ou Mercedes. “No começo, ficaria abaixo, mas com o tempo poderia chegar lá”, completou o brasileiro, que chegou a fazer testes na Honda ao lado do compatriota Lucas Di Grassi.

Apesar de manter as esperanças de correr na Fórmula 1 em 2009, ele admite que a compra da Honda é improvável. “Estão negociando, mas ainda tem muitas dúvidas. Eu acho muito difícil alguém comprar a equipe agora. Ninguém vai investir sem ver resultados antes”, reconheceu Bruno Senna. Ele acredita que a venda pode ocorrer durante o ano e o retorno às pistas seja concretizado em 2010.

Para manter os 20 carros no grid da Fórmula 1 após a saída da Honda, uma das alternativas cogitadas é acrescentar um terceiro competidor na Ferrari e outro na McLaren. Os carros extras não ganhariam pontos no Mundial, mas Bruno Senna reprova a iniciativa. “As outras equipes resistiriam e se todas tivessem três carros, ficaria inviável”, analisou.

Caso não seja possível competir na Fórmula 1 nesta temporada, o brasileiro gostaria de ficar como piloto de testes na principal categoria do automobilismo e correr mais uma temporada na GP2. “Esse seria o cenário ideal”, declarou. Em 2008, Bruno Senna foi vice-campeão na GP2. O título da categoria foi conquistado pelo italiano Giorgio Pantano.

Fonte: Gazeta Esportiva.Net

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