F1: Como revide à Fota, Mosley ameaça concorrer à reeleição

A briga entre Max Mosley e Fota (Associação de Equipes da Fórmula 1) já ultrapassou as ‘fronteiras’ apenas do polêmico teto orçamentário aprovado para o Mundial de 2010. Por meio de carta escrita a todos os membros da FIA (Federação Internacional de Automobilismo) nesta terça-feira, o mandatário pressionou os times ameaçando descumprir a promessa de que encerraria seu envolvimento com o esporte no próximo mês de outubro.

A ruptura da Fota com Mosley pode estar acontecendo somente agora, mas as desavenças entre as partes vêm de longa data. Em março de 2008, quando estourou a polêmica participação do britânico em uma orgia com cinco prostitutas em Londres, dirigentes de várias escuderias pediram a renúncia do dirigente, que na época conseguiu fazer um acordo garantindo que deixaria o cargo ocupado em outubro de 2009.

Agora, porém, o homem que preside a FIA há 18 anos pode se candidatar a um novo mandato. Na prática, isso serviria como uma resposta, pois ele considera que as últimas manobras tomadas pelos times são na verdade uma tática para colocar em xeque a sua autoridade. “Durante as últimas semanas, ficou muito claro que um dos objetivos dos dissidentes é que eu deixe o comando da FIA”, escreveu Mosley. “No ano passado, eles me ofereceram confiança e escrevi que não era minha intenção tentar a reeleição, mas, após os últimos ataques recebidos, devo agora refletir sobre minha decisão original”.

Ignorando a força da Fota, o dirigente ainda concluiu apontando que sua permanência na presidência será definida somente pela vontade do órgão que rege o automobilismo mundial. “São os membros da FIA, e somente eles, que vão opinar sobre esta liderança eleita de forma democrática; não a indústria automotiva e menos ainda os indivíduos das empresas que gerenciam equipes de Fórmula 1”.

Fonte: Gazeta Esportiva.Net

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