F1: “Contentaço”, Bruno Senna diz que foi além do esperado

Piloto larga em 9º no GP do Brasil e não teme previsão de chuva em Interlagos

O 9º lugar no grid do GP do Brasil foi recebido com surpresa por Bruno Senna. Cumprimentado efusivamente por seus familiares e pela equipe Lotus Renault GP, o piloto brasileiro admitiu que o resultado superou qualquer expectativa. Na véspera, conformado com o 12º lugar no geral dos dois treinos livres, ele chamou a atenção para a maior velocidade dos carros da Force India e das dificuldades esperadas para entrar no Q3. No entanto, com uma excelente volta na segunda parte das tomadas classificatórias deste sábado em Interlagos, Bruno avançou à fase final. “As condições da pista foram mudando e nos ajudaram a colocar tudo junto na hora que interessava”, analisou, depois de fechar os ensaios da manhã apenas em 17º e distante do companheiro Vitaly Petrov, o 11º no terceiro treino livre.

“Estou contentaço”, resumiu Bruno, sem esconder a excitação pelo resultado num circuito que vinha parecendo hostil ao R31 por causa de seu longo trecho de curvas baixas do miolo – o calcanhar-de-aquiles do carro ao longo da temporada. “Sinto que melhoro cada vez que ando nas pistas que conheço pouco, como ainda é o caso de Interlagos. A verdade é que experiência é tudo no automobilismo”, lembrou. Sobre a comemoração nos boxes, lembrou que não foi a primeira vez que foi recebido com festa na volta do qualifying. “Na estreia pela Renault em Spa foi a mesma coisa, assim como em outros circuitos. É legal trazer um pouco de felicidade para a equipe.”

Bruno disse ainda que poderia largar em posição ainda mais favorável se não tivesse “queimado” um jogo a mais de pneus de compostos macios no Q2. “Foi uma pena ter de sair na última parte com pneus usados. Mas, de qualquer forma, chegar ao Q3 foi uma vitória.” Analisando a possibilidade de chuva na corrida de amanhã, considerada alta pelos serviços de meteorologia, Bruno acha que ela poderá aumentar seu cacife, embora o comportamento do carro nessas condições no traçado paulistano seja uma variável desconhecida. “Costumo me dar bem no molhado e talvez tenha uma boa chance se isso acontecer.”

O diretor de operações de pista da Lotus Renault GP elogiou a atuação de Bruno. “Fizemos algumas mudanças no acerto do carro dele para hoje, notadamente na cambagem e asa dianteira. Elas funcionaram melhor na classificação do que nos treinos da manhã. E ele acabou virando rápido quando realmente importava, fazendo uma sessão classificatória muito boa”, comentou Alan Permane.

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