F1: Depois da “loteria”, falta de voos mantém Bruno Senna na China

Caos aéreo iniciado na Europa cancela viagem de volta do piloto para a França.

O caos aéreo que se instalou na Europa desde quinta-feira por causa das cinzas lançadas por um vulcão na Islândia e se espalhou por várias outras partes do mundo vai manter Bruno Senna na China por tempo indeterminado. O piloto da HRT F1 Team deveria partir nesta segunda-feira de Xangai com destino a Nice via Paris, mas já foi informado pela companhia aérea que o vôo está cancelado. “A saída poderia sair alguma rota alternativa, mas no momento não há qualquer previsão. Estamos presos aqui”, afirmou Bruno, que levou o carro da equipe espanhola ao 16º lugar na quarta corrida da temporada e pela segunda vez seguida completou um grande prêmio.

Bruno fez uma avaliação positiva de sua prova num circuito em que a pista só esteve completamente seca nas voltas iniciais. “Foi uma loteria, principalmente em relação à estratégia. Dei algumas escapadas, sempre provocadas pelo desgaste dos pneus intermediários que acabou afetando o balanço do carro”, explicou. Segundo ele, o F110 apresentou rendimento “normal” enquanto as condições dos pneus eram boas. “Saía um pouco de traseira, mas nada de muito preocupante. O problema é quando os pneus degradavam. Aí, o carro ficava difícil de controlar ao passar sobre ondulações ou mesmo nas trocas de marchas”, disse.

Além da piora do equilíbrio do carro com a perda de eficiência dos pneus de chuva leve, Bruno afirmou que a sua viseira não era a mais apropriada para as condições de tempo. “Estava muito escuro, com nuvens baixas. Acho que minha viseira também era muito escura. De qualquer forma, foi minha primeira experiência com a pista realmente molhada. Fico feliz de ver a equipe mais uma vez levando os dois carros à bandeirada.”

A segunda parte do calendário, marcando o início da fase européia, será aberta dia 9 de maio em Barcelona (Espanha). A tendência é de uma evolução na performance dos carros da HRT F1 Team, única das 12 equipes que não realizou um único teste na pré-temporada. Nas oficinas, o time finalmente poderá trabalhar no acerto básico, bem como introduzir um novo tanque de combustível. “Vamos também poder ser mais agressivos com o câmbio e ganhar tempo nas trocas de marchas, o que até agora não tinha sido possível”, concluiu Bruno.

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