F1: Ecclestone nega possível cisão na F-1

Um encontro entre Bernie Ecclestone e figuras influentes das equipes da Fórmula 1 na sexta-feira foi o suficiente para quem se iniciassem os boatos de que o responsável pela administração e finanças da categoria estivesse com a intenção de criar uma categoria paralela.

O motivo seria o descontentamento dos dirigentes com a manutenção de Max Mosley no cargo de presidente da Federação Internacional de Automobilismo (FIA).


Porém, em aparição rara pela sala de imprensa neste sábado, Ecclestone fez questão de frisar que não é nada disto. De acordo com ele, a reunião serviu para a dscussão do novo Pacto da Concórdia, documento que rege a categoria, além da definição dos valores das cotas de TV e premiação – o último documento expirou no final do ano passado.


“Ninguém discutiu uma ruptura”, garantiu o dirigente. “Estamos discutindo o que vai entrar no próximo Pacto da Concórdia. É importante ter um documento deste para que todos saibam quais são as regras. Os patrocinadores precisam de estabilidade e os times estão no campeonato sem nem saber quais são as regras”, admitiu.


Ele, porém, aproveitou a oportunidade para dar uma alfinetada nas equipes. “Cada time quer uma coisa. Grandes túneis de vento, pequenos túneis de vento, nenhum túnel de vento…”, afirmou Ecclestone, que durante a semana se mostrou favorável à renúncia de Mosley, que no mês de março se envolveu em um escândalo no qual ele protagoniza uma orgia com temática nazista – na última terça, porém, ele recebeu um voto de confiança dos membros da entidade, através de assembléia extraordinária.


Nos últimos tempos os dois têm trocado farpas porque o presidente da FIA insinuou que a Fórmula 1 não pode se render somente ao dinheiro, tendo também que se preocupar com questões esportivas. Insatisfeitas com o trabalho de Mosley, as montadoras da categoria também desejam vê-lo longe do cargo.


Fonte: Gazeta Press

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