F1: Ecclestone sugere F1 feminina para atrair atenção e patrocinadores

A Fórmula 1 pode ganhar uma divisão exclusivamente feminina nos próximos anos. Pelo menos esta é a ideia de Bernie Ecclestone, que comanda a categoria de elite do automobilismo mundial, para promover a participação de pilotas e assim atrair novos patrocinadores e fãs.

A F1 conta com duas pilotas, mas ambas têm poucas chances de competir. A britânica Susie Wolff, mulher do chefe da Mercedes Toto Wolff, é pilota de testes da equipe Williams e participará de dois treinos livres ao longo da temporada, porém o alemão Adrian Sutil foi contratado recentemente como terceiro piloto do time, para ir à pista caso Felipe Massa ou Valtteri Bottas estejam fora de ação.

Já a espanhola Carmen Jordá assinou recentemente como pilota de desenvolvimento da Lotus, apesar do fraco desempenho nas categorias de base do automobilismo – nos últimos três anos, conseguiu ficar apenas entre os 30 primeiros colocados da GP3. Ela ocupa o mesmo cargo de Adderly Fong, de Hong Kong, contratado para aumentar a empatia do time junto ao público asiático. O reserva da equipe é Jolyon Palmer, campeão da temporada passada da GP2.

“Acho que devemos dar a elas um pouco de exposição. Por alguma razão, as mulheres não estão aparecendo e não é porque não a queremos. É claro que queremos, porque elas atrairiam muita atenção, publicidade e patrocinadores. Temos que começar de algum lugar e sugeri aos times termos campeonato separado e quem sabe assim consigamos puxar alguém para a F1″, disse Ecclestone.

A ideia do britânico é colocar a versão feminina da categoria para correr nos mesmos fins de semana e circuitos da Fórmula 1. Assim, os fãs que pagam os caros ingressos dos Grandes Prêmios teriam uma atração a mais para acompanhar durante os dias de atividade.

A sugestão de Ecclestone não foi bem aceita por Susie Wolff, que pilotou o carro da Williams em um dos testes de pré-temporada e participará de dois treinos livres ao longo do Mundial. A pilota, que tem como melhor resultado da carreira a quinta colocação da Fórmula Renault britânica em 2004, afirmou ao jornal The Times que esta não seria a melhor maneira de promover a participação feminina.

A última mulher a participar de uma corrida de Fórmula 1 foi a italiana Lella Lombardi no Grande Prêmio da Áustria de 1976, prova que acabou na 12ª colocação com a Brabham. No último ano, Susie Wolff foi a primeira mulher em 22 anos a guiar durante um fim de semana de GP, ao disputar o primeiro treino livre na Inglaterra.

Fonte: GazetaEsportiva.Net

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