F1: Ecclestone “Times novos podem deixar a F-1, e não farão falta”

Maior empresário da Formula 1, o britânico Bernie Ecclestone acredita que antes mesmo do final da disputa da atual temporada, pelo menos uma ou duas das equipes novas de 2010 irão abandonar a categoria, mas não farão falta alguma ao circo, à exceção da Lotus, de franquia tradicional – ainda que tenha novos investidores.

Em entrevista ao portal Daily Telegraph, Ecclestone minimizou a importância do pedido da Renault por um adiantamento dos lucros referentes aos direitos televisivos, e não teve dúvidas da estrutura da escuderia de origem francesa, mas de base fixada no Reino Unido – o que não se repetiu com as outras agremiações menores.

“Toda essa situação acontece porque um dos seus acionistas não quer retirar dinheiro de uma das suas empresas, porque isso significaria a obrigação de uma reunião de seu conselho”, explicou. “Mas eu nunca lhes adiantei o dinheiro, e eles afirmaram estar tudo sob controle”, contou.

“Mas eu não ficaria surpreso se uma ou duas equipes não atingissem o final da temporada. Eu acho que há uma dupla de times que realmente não deveria estar lá. Eles estão um pouco fora de suas possibilidades no momento”, afirmou, em clara referência à Virgin Racing, de Lucas di Grassi, e à Hispania Racing Team, de Bruno Senna.

Conhecido como ‘supremo’ na imprensa europeia, Bernie não vê necessidade na grande quantidade de carros (e equipes) presentes na atual temporada da F-1. Em 2010, 12 escuderias iniciaram a disputa do campeonato com dois carros cada, e o número ainda pode aumentar para 13 em 2011, se a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) aprovar o ingresso de uma nova agremiação.

Três equipes disputam a vaga citada. Uma delas é a Stefan GP, de investidor sérvio e que já teve a entrada negada neste ano quando a USF1 desistiu de disputar a temporada 2010 dias antes do seu início. A outra vem de investidores que aproveitaram os equipamentos da USF1, e a última, a italiana Durango, que acaba de formar parceria com o piloto canadense Jacques Villeneuve.

A possibilidade, no entanto, não agrada Ecclestone, que é bastante claro ao afirmar que o essencial são apenas 20 carros disputando as provas. “Tudo que sempre quisemos foi ter apenas dez equipes. A Lotus tem um grande nome, e não queremos perdê-lo. Mas neste ano tivemos algum incômodo, pois custa muito manter essas equipes na F-1”, argumentou.

“O problema é que estas equipes não demonstraram capacidade para estar onde estão. E se de repente elas deixarem de aparecer nas corridas, eu não acho que o público irá sentir sua falta, ou os televisores irão se apagar, ou a mídia parar de escrever, irão?”, questionou.

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