F1: Em Hungaroring, times devem optar por uma parada

Confira uma análise técnica da pista húngara feita por Luiz Razia, piloto de testes da equipe Virgin

A F-1 disputa sua última etapa antes do intervalo de verão neste final de semana, na Hungria. O GP em Hungaroring, circuito localizado a 19 quilômetros da capital Budapeste, tem como característica principal o fato de ser um dos mais travados da temporada.

A corrida também tem seu conteúdo histórico: foi o palco da primeira visita da F-1 a um país da chamada “Cortina de Ferro”, em 1986, e presenciou uma batalha épica entre Nelson Piquet e Ayrton Senna, que fizeram uma dobradinha na prova inaugural. O Brasil, inclusive, possui seis vitórias no local: três com Senna, duas com Piquet e uma com Rubens Barrichello.

Foi na Hungria, também, que Felipe Massa viveu o maior drama de sua carreira, ao ser atingido por uma mola na classificação do ano passado. Para este ano, a expectativa é de uma corrida com muito calor, o que resultará em chuva na sexta-feira e no sábado.

Com 4.381 metros, Hungaroring se caracteriza como um circuito de baixa velocidade com 14 curvas, sendo sete para a direita e sete para a esquerda. Para entender a influência do circuito húngaro nas diversas partes do carro, confira a análise técnica feita pelo baiano Luiz Razia, piloto de testes da equipe Virgin.

Aerodinâmica
“Na Hungria, a aerodinâmica influencia bastante, mas nada como Silverstone, na Inglaterra. O prolongamento da reta dos boxes, anos atrás, deu um bom ponto de ultrapassagem. Provavelmente vamos ver as equipes bem próximas neste circuito, já que o principal é ter um bom equilíbrio mecânico.”

Motor
“Neste fim de semana, muitas equipes estarão completando o ciclo de corridas de seus motores. Quase todos usarão os propulsores dos GPs da Inglaterra e Alemanha. Veremos muita gente cautelosa com este ítem.”

Freios
“A energia usada nos freios em Hungaroring é parecida com Valência. Não será um fator de muita preocupação para as equipes, mesmo com a sequência de curvas fechadas e travadas; os times devem priorizar o que é melhor para a aerodinâmica, com os dutos de freios.”

Pneus
“Usaremos os modelos 122 e o 177 que são os supermacios e médios. É um pouco diferente de Hockenheim, onde usamos os compostos duro e supermacio. Acredito que a maioria dos carros que não tiveram um desempenho bom em Hockenheim irão melhorar para Hungria por causa dos pneus.”

Estratégia
“Acredito que a estratégia padrão para as grandes equipes é de apenas uma parada. Elas devem largar com os supermacios e trocar pelos médios. Para as equipes pequenas, o melhor é tentar sobreviver à corrida inteira com o médio, colocando os supermacios no final. Bandeiras azuis serão um grande problema, já que a Hungria é como se fosse um kartódromo, de tão estreito, e perde-se muito tempo passando os retardatários (ou deixando os líderes passar).”

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