F1: Entrada de novas equipes é meta do novo regulamento, diz Ross Brawn

Diretor esportivo da Fórmula 1, Ross Brawn admitiu que a atual divisão dos lucros da categoria privilegia demais as grandes equipes e não ajuda os demais times a terem recursos que as possibilitem evoluir dentro da categoria. E mais: disse que um dos objetivos com o novo acordo comercial com as escuderias – a ser aprovado até 2020 – é proporcionar a entrada de novas equipes a partir da temporada de 2021.

“Francamente, não vejo uma nova equipe entrando hoje porque a distribuição de receita e a distribuição comercial de fundos e os regulamentos técnicos são muito assustadores. Queremos criar um ambiente no qual haja uma fila de organizações profissionais que querem possuir e ser uma equipe de Fórmula 1”, disse Brawn.

Mas Ross Brawn também fez uma advertência: se por um lado a Fórmula 1 vê com bons olhos a entrada de novas equipes, por outro o desejo é de que sejam times que o façam de forma organizada e sustentada, a ponto de crescerem na categoria e não apenas fazerem número no grid:

“Sempre tivemos essa margem de equipes na parte inferior da Fórmula 1 que está pendurada com as unhas dos dedos, e muitas vezes caindo, e queremos competidores de qualidade, não apenas pessoas fazendo os números e dizendo que estão na Fórmula 1 se eles não podem subir. Por isso, queremos que as equipes profissionais, bem financiadas e bem estruturadas entrem na categoria no futuro e isso será uma medida do nosso sucesso. Mas eles não virão hoje. Espero que possamos criar o ambiente até então que o torne mais atraente”, continuou Brawn.

Em relação às discussões do novo regulamento, que evidentemente encontram resistência entre as grandes equipes, Brawn reconheceu que não é fácil agradá-las 100%. No entanto, para o dirigente as próprias escuderias sabem que precisam de um ambiente organizado e de sintonia com o Liberty Media, grupo que assumiu o controle da Fórmula 1 em 2017, e a Federação Internacional de Automobilismo (FIA).

“Não temos grandes preocupações, mas respeitamos as equipes. Eles estão colocando um enorme investimento e esforço na Fórmula 1, então temos de respeitá-los. Essas equipes também dirão que sabem que a Fórmula 1 precisa de alguma direção de nós mesmos e da FIA. Você vê isso nos relacionamentos entre as equipes e verá que há períodos em que algumas equipes estão alinhadas e alguns em que elas não estão alinhadas, e isso terá a ver com a ação na pista ou outras coisas que estão acontecendo. A Fórmula 1 precisa do detentor dos direitos comerciais e da FIA para encorajar as equipes a virem conosco e eu acho que eles também reconhecem isso”, finalizou.

Fonte: Globo Esporte

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