F1: Ferrari critica sistema de recuperação de energia

Através de seu vice-presidente Piero Ferrari, a Ferrari anunciou nesta quarta-feira que é contra o sistema de recuperação de energia cinética (KERS, na sigla em inglês) que deve ser implantado na Fórmula 1 a partir da temporada 2009.

Para o mandatário, a nova tecnologia não reduzirá os custos das equipes e tampouco melhorará o nível das corridas.


O sistema já é considerado um grande desafio para os engenheiros da categoria. Conforme afirmou há um mês o chefe da Honda, Ross Brawn, espera-se que a inovação no regulamento do ano que vem proporcione uma igualdade entre as escuderias, com todas sendo obrigadas a recomeçar.


Acoplado ao eixo dos carros, o equipamento batizado como Kers armazenará energia nas frenagens, proporcionando a liberação dessa energia recuperada ao piloto, que pode acioná-la por meio de um botão. Na visão da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), isso deve facilitar as ultrapassagens.


Contudo, a Ferrari não acredita em tal possibilidade e critica a mudança no regulamento. “Devemos refletir sobre as decisões técnicas e esportivas tomadas recentemente na F-1. Os motores da F-1 operam a 19 mil rotações, então não há diferença na potência, nem nos giros, então não há como utilizar esse possível aumento de rotações para tentar uma ultrapassagem”, afirmou em entrevista à publicação italiana Autosprint.


Para o dirigente, o sistema não é totalmente conhecida e apresenta uma difícil implantação. “Isto (o KERS) é baseado em uma tecnologia desconhecida para os projetistas tradicionais, como baterias de alta capacidade e motores elétricos de alto desempenho. Para isso você precisa de engenheiros especializados, de fora do mundo do automobilismo”.


Desse modo, a Ferrari garante que mais dinheiro será gasto com as pesquisas necessárias. “Adquirir esse know-how causará gastos elevados durante os próximos anos, o que não é a melhor solução para reduzir custos”, concluiu.


Fonte: Gazeta Press

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