F1: FIA aumenta teto para £ 40 mi, mas confirma redução de custos

Se USF1, Prodrive, Lola e iSport apenas aguardavam apenas a confirmação de que haverá um teto orçamentário na Fórmula 1 para iniciar um projeto e entrar na categoria no ano que vem, elas não precisam mais esperar. De acordo com o previsto, a FIA (Federação Internacional de Automobilismo) confirmou que toda a preparação da temporada 2010 deverá ser limitada a 40 milhões de libras (cerca de R$ 129 mi).

Inicialmente, a vontade de Max Mosley, presidente da entidade, era deixar os gastos das escuderias em no máximo 30 milhões de libras (R$ 100 mi). Porém, frente ao descontentamento das montadoras da Fórmula 1, o britânico cedeu um pouco e aumentou a previsão em 10 milhões. Vale lembrar que, somente para 2010, os gastos com motores não entrarão na conta total.

Na prática, a decisão anunciada pelo Conselho Mundial da FIA nesta quinta-feira não representa uma imposição aos integrantes da categoria, e sim um incentivo. Quem trabalhar com no máximo R$ 129 milhões, nesse contexto, será privilegiado com menos restrições técnicas – poderão utilizar motores sem limite de giros, asas móveis e não terão limitações quanto aos testes durante a temporada e ao uso de túneis de vento.

Grid com até 26 carros: Antes limitado apenas a 24 carros segundo seu próprio regulamento técnico, a Fórmula 1 estará liberada para englobar até 26 a partir do próximo campeonato. A decisão que agrada a Max Mosley pode ser vital para o ingresso de novas equipes na categoria, sendo que USF1, Prodrive, Lola e iSport já manifestaram publicamente o interesse nesse sentido.

Além de terem visto confirmado um teto orçamentário no esporte, as quatro ainda receberão um apoio financeiro para levar seus planos adiante. Assim, a FIA anunciou que a FOM, entidade de Bernie Ecclestone que controla os interesses comerciais da F-1, pagará US$ 10 milhões (quase R$ 22 mi) por ano a cada novo time, oferecendo ainda transporte de graça para dois chassis e mais 10 quilos de equipamento.

Entre as equipes que podem estrear na categoria, a única a ter anunciado todo um projeto, sediado na Carolina do Norte, é a USF1 (ou USGPE), comandada pelo ex-integrante de Williams e Ferrari, Peter Windsor. A empresa britânica especializada em veículos para competição Prodrive, o atual time da GP2 iSport, e a montadora inglesa Lola, que poderia retornar à disputa, são as outras interessadas.

Fonte: Gazeta Esportiva.Net

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