F1: McLaren e Williams temem que teto divida F-1 em duas

Para incentivar um maior número de equipes a entrar na Fórmula 1, a FIA (Federação Internacional de Automobilismo) acabou confirmando nesta quinta-feira que haverá de um teto orçamentário no valor de 40 milhões de libras (cerca de R$ 129 mi) a partir de 2010. Desde já, a medida não agrada a duas escuderias integrantes do circo, McLaren e Williams.

Curiosamente, ambos os dirigentes que se manifestaram nesta quinta acerca do assunto, Martin Whitmarsh e Frank Williams, representam escuderias totalmente diversas. Enquanto o primeiro defende os interesses da McLaren, que é bancada por uma grande montadora, a Mercedes, o segundo é o chefe de um time independente.

Apesar das diferenças, os dois têm o mesmo temor: de que a Fórmula 1 pode acabar dividida em duas, já que nem todos são obrigados a respeitar o orçamento de £ 40 mi. Quem o fizer, contudo, será agraciado com vantagens técnicas, podendo utilizar motores sem limite de giros e asas móveis e não tendo limitações para testes e túneis de vento de vento.

“Como um membro da Fota (Associação de Times da F-1), a McLaren-Mercedes obviamente está ao lado dos recentes esforços do órgão e da FIA para reduzir os custos”, afirmou Whitmarsh. “Tendo dito isso, entendemos que é inútil conter o orçamento dos times diante da situação econômica ruim que estamos enfrentando”.

O substituto de Ron Dennis em Woking ainda concluiu informando qual regulamento ele consideraria mais viável. “Acreditamos que uma solução ótima – que pode ou não incluir um limite de gastos, mas que não englobaria uma divisão da estrutura reguladora – e que teria mais chances de obter êxito chegaria com uma negociação entre todas as partes”.

Williams quer todos no mesmo barco: Sem o apoio de uma grande montadora para seus carros, Frank Williams se mostra favorável à imposição de um teto orçamentário na Fórmula 1. Porém, o veterano dirigente gostaria que todos estivessem submetidos à regra dos £ 40 mi, ao contrário do que foi anunciado pela FIA nesta quinta-feira.

“Nós apoiamos a introdução de um teto desde que foi dada a ideia, ainda em 2008”, apontou ele. “Mas queríamos ver todos os times operando dentro de apenas um regulamento em 2010 e é essa a posição que vamos defender com a Fota quando nos reunirmos na próxima semana”.

Fonte: Gazeta Esportiva.Net

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