F1: “Fui meio idiota”, diz Ecclestone após pagar acordo milionário

Bernie Ecclestone pagou 100 milhões de dólares (cerca de R$ 225 milhões) à Corte de Munique e teve seu julgamento encerrado, nesta terça-feira. Após o acordo, o dirigente se mostrou satisfeito em resolver as pendências judiciais, mas reconheceu que poderia ter resolvido o caso sem ter pago o acerto milionário, que, segundo a imprensa local, foi o maior da história da Justiça alemã.

“O juiz mais ou menos disse que eu seria absolvido, e os promotores realmente não tinham um caso. Então me sinto um pouco idiota por fazer o que fiz, porque o problema não era o juiz, mas os promotores. De qualquer forma, está acabado, e estou contente”, afirmou Ecclestone.

O chefão da Fórmula 1 estava sendo acusado de ter pago um suborno de 44 milhões de dólares ao banqueiro Gerhard Gribkowsky para facilitar a venda das cotas da F-1 para a CVC. Em sua defesa, Ecclestone admitiu o pagamento, porém disse que só o fez por ter sido chantageado.

Em decisão feita nesta terça-feira, Peter Noll, o juiz responsável pelo caso, ressaltou que a idade de Ecclestone e as dificuldades de resolver questões judiciais por ser em outro país também contribuíram para que fosse aceito o pagamento. Se fosse considerado culpado, o dirigente poderia ser condenado a dez anos de prisão.

Apesar de sentir que seria absolvido mesmo sem pagar o grande valor, Ecclestone ressaltou as dificuldades que envolviam todo o julgamento e comemorou o fim do processo judicial.

“Foram três anos de meio de aborrecimentos, viagens, encontros com advogados e Deus sabe mais o que. É bom ter isso fora do caminho. No ritmo de duas sessões por semana, isso continuaria até outubro. De qualquer forma, está acabado, e estou contente. Isso me permite fazer o que faço melhor, que é cuidar da Fórmula 1. Venho trabalhando nos fins de semana para recuperar o atraso pelas ausências durante a semana. Manter isso por outros três meses teria sido muito ruim”, concluiu o britânico.

Embora o pagamento pudesse ter sido evitado, o grande valor não trará grandes mudanças para a vida de Ecclestone, já que o mandatário da principal categoria de automobilismo do mundo tem uma fortuna avaliada entre R$11 e R$15 bilhões. Dos 100 milhões de dólares, 99 devem ser pagos aos cofres do País, que utilizará o dinheiro para investir em projetos locais, enquanto o outro um milhão será destinado a uma fundação infantil.

Fonte: GazetaEsportiva.Net

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