F1: Infraero aprova asfalto de Interlagos

O novo asfalto de Interlagos – já utilizado no GP Brasil de Fórmula 1 do ano passado – poderá ser referência para aeroportos, principalmente os de pista curta. Nesta terça-feira o gerente de manutenção de Congonhas, o engenheiro Mario Tinen, realizou alguns testes no circuito em companhia de técnicos do IPT – Instituto de Pesquisas Tecnológicas – e o resultado foi aprovado.

“A primeira impressão foi positiva. O asfalto está ótimo. Os testes e futuros estudos revelarão agora se ele, realmente, pode ser adequado às condições de um aeroporto cuja utilização é bem maior do que a do autódromo”, explicou o engenheiro da Infraero.

O teste principal foi executado com o auxílio do ‘Mu meter’, um equipamento que mede o índice de aderência do asfalto. Para um aeroporto, o coeficiente deve ser de 0,50 ou mais. No traçado do GP, o coeficiente medido foi de 0.56; na pista lateral, fora do traçado da Fórmula 1, 0.63 (como está menos emborrachado, a aderência é maior) e no asfalto antigo, utilizado até 2006 (que ainda permanece na pista auxiliar), 0.53. Com uma limpeza profunda da pista ainda prevista para os próximos dias, o coeficiente do traçado do GP poderá ser também de 0.63 no final de semana do Grande Prêmio do Brasil, dias 31 de outubro, 1 e 2 de novembro, em São Paulo.

Para o chefe de manutenção da equipe do Grande Prêmio, o engenheiro Pedro Luis Nascimento, a simples visita da Infraero já é motivo de satisfação. “É o resultado do trabalho que realizamos na preparação da pista. O fato de a Infraero cogitar do uso da mesma tecnologia de Interlagos para aplicação em aeroportos comprova que estamos no caminho certo”, diz o engenheiro.

Simultaneamente ao teste de aderência, o mesmo equipamento avaliou as condições de drenagem da pista. O ‘Mu meter’ possui um tanque com capacidade para mil litros de água. Pedro Luis demonstrou como o asfalto do ano passado permite uma absorção mais rápida e perfeita da água do que o asfalto antigo.

Todos os resultados dos testes serão tabulados e analisados pelo IPT. Para o engenheiro-chefe do GP Brasil, Luis Ernesto Morales, eles serão de grande importância para as futuras corridas de Fórmula 1 em Interlagos. “Nós teremos muito mais informações para fazer as correções que serão necessárias com o tempo”. Para Luis Ernesto, as semelhanças entre uma pista de corrida e um aeroporto começam na velocidade: “um avião decola, mais ou menos, com a mesma velocidade de um carro de Fórmula 1. Portanto muitas das condições têm que ser parecidas”.

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