F1: Jean-Pierre Beltoise falece aos 77 anos

Vencedor do GP de Mônaco de 1972, Beltoise faleceu hoje (05/01) aos 77 anos. Ele sofreu dois acidentes vasculares cerebrais (AVC), em sua casa, em Dakar, no Senegal.

Jean-Pierre Maurice Georges Beltoise nasceu no dia 26 de abril de 1937, em Boulogne-Billancourt, e começou a carreira nas duas rodas. Ele conquistou onze vezes campeonato motociclismo em seu país. Junto com as provas de motos, ele começou a competir nas quatro rodas no começo da década de 1960.

Em 1964, ele sofreu graves ferimentos em um forte acidente durante as 12 Horas de Reims. Os movimentos do seu braço esquerdo, quebrado no acidente, nunca mais foram totalmente recuperados.

Após conquistar títulos na F-3 Francesa (1965) pela Matra, a equipe francesa graduou Beltoise para a F-1 em 1967.

Beltoise foi inscrito pela primeira vez em um GP de F-1, em Mônaco. Mas com o grid restrito a 16 carros, Beltoise não conseguiu se classificar para a prova.  No GP dos EUA, Beltoise estreou na F-1, terminando em sétimo lugar.

No ano seguinte, disputou a sua primeira temporada completa na F-1. No GP da Holanda, subiu pela primeira vez ao pódio, em segundo. No final do ano, com 11 pontos, terminou em nono entre os pilotos.

Beltoise também disputou o Europeu de F-2, sagrando-se Campeão.

Em 1969, como parceiro do escocês Jackie Stewart, foram três pódios (segundo no GP da França e terceiro nos GPs da Espanha e Itália. Somou 21 pontos, sendo o quinto no Mundial de Pilotos.

Dois terceiros lugares, nos GPs da Bélgica e Itália foram os melhores resultados em 1970. Foram 16 pontos e o nono lugar entre os pilotos.

Seu último ano na Matra foi trágico. Logo em janeiro, ele se envolveu no acidente que vitimou o italiano Ignacio Giunti nos 1000 Km de Buenos Aires .
Beltoise foi injustamente considerado culpado pelo acidente, e teve a sua licença de pilotagem suspensa por um período. No Mundial de F-1, somou apenas um ponto.

O acidente com Giunti, levou Beltoise a escrever o livro ‘’É proibido Morrer”; que chegou a ser publicado no Brasil na década de 1970.

Beltoise se transferiu para a BRM em 1972. E conquistou a sua única vitória na F-1, no GP de Mônaco, disputado debaixo de uma chuva torrencial. Foi o único GP em que Beltoise pontuou no ano.

Em 1972, Beltoise também venceu um GP extracampeonato, o II World Championship Victory Race, prova comemorativa pelo título de Stewart.

Em 1973, Beltoise continuou na BRM, e pontou em três GPs, somando  nove pontos. O quarto lugar no GP do Canadá, foi o seu melhor resultado.

Em seu derradeiro ano na F-1, Beltoise conquistou o seu último pódio, o segundo lugar no GP da África do Sul. O GP da Itália marcou a sua despedida da categoria. Ele somou dez pontos no campeonato.

Após deixar a F-1, Beltoise chegou a testar um carro de F-1 da Ligier. Mas passou a competir em provas de Turismo, sendo bicampeão francês, e Rallycross, onde conquistou um título francês.  Encerrou a carreira na década de 1980.

Beltoise era casado com a irmã do francês Francois Cevert (falecido em um acidente nos treinos para o GP dos EUA de 1973) Jacqueline, e tinha dois filhos, Anthony e Julien, ambos também pilotos.

Beltoise disputou 85 GPs na F-1, conquistou oito pódios, quatro melhores voltas e 77 pontos.

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