F1: Jules Bianchi falece nove meses após acidente no Japão

O piloto francês Jules Bianchi faleceu aos 25 anos (as 2h45m da madrugada do dia 18/07, no horário da França). Então piloto da Marussia, ele estava internado desde que sofreu um sério acidente no GP do Japão de F-1, disputado em Suzuka, no dia 05 de outubro de 2014.

Na volta 44 da prova japonesa, Bianchi saiu da pista e acertou com violência um guindaste, que retirava o carro acidentado do alemão Adrian Sutil (Sauber). O piloto foi socorrido e levado para um hospital, onde sofreu uma cirurgia de quatro horas. Dois meses depois, ele foi transferido para um hospital em Nice, na França.

Com o quadro de lesão axonal difusa, que ocorre quando o cérebro da pessoa se movimenta de forma brusca dentro do crânio, Bianchi permaneceu em coma até falecer nesta sexta-feira.

“Jules lutou bravamente, como sempre fez, mas hoje sua batalha chegou a um fim”, escreveram Philippe e Christine Bianchi, pais de Jules, nas redes sociais.

Desde o GP de San Marino de 1994, faleceram o austríaco Roland Ratzenberger (nos treinos de sábado) e o brasileiro Ayrton Senna (na prova no domingo), um piloto não falecia após um acidente durante um GP oficial de F-1.

Infelizmente a espanhola Maria de Villota também faleceu, meses após sofrer um sério acidente testando para a Marussia, mesma equipe de Bianchi. A espanhola bateu em um caminhão da equipe, durante testes no aeroporto de Duxford no leste de Londres.

De Villota perdeu o olho direito no acidente, mas sobreviveu. Contudo no dia 11 de outubro de 2013, ela faleceu, de causas naturais, devido as sequelas do acidente.

Após deixar o kart, Bianchi começou a competir nas categorias de base em 2007. Foi Campeão Francês de F-Renault, Europeu de F-3, terceiro colocado duas vezes na GP2 Series e Vice-Campeão da F-Renault 3.5.

Em 2010, Bianchi entrou para a Academia de Pilotos da Ferrari. Sendo emprestado para a Force India, para ser piloto de testes no ano seguinte.

Estreou na F-1 pela Marussia em 2013. Ele entrou na vaga do brasileiro Luiz Razia, que tinha contrato com a equipe mas perdeu alguns patrocinadores.

Em 2014, conquistou os seus únicos pontos (e também da equipe na F-1). Terminou em nono lugar no GP de Mônaco.

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