F1: Justiça autoriza Team Lotus a manter espólio. Grupo Lotus recorre

A equipe malaia Team Lotus poderá manter os direitos do nome da tradicional construtora de carros de Fórmula 1. A decisão foi tomada pela justiça inglesa, que decidiu em favor da equipe de Tony Fernandes, bem como ao Grupo Lotus, dono da equipe Renault – os dois poderão continuar utilizando a marca em suas agremiações, e nada será alterado em ambos times.

O tribunal britânico decidiu que, ainda que o time asiático tenha violado o acordo assinado com o Grupo Lotus para a compra da marca, nada impedia que eles utilizassem o espólio em seus carros. Para fazê-lo legalmente, no entanto, eles deverão pagar uma indenização pela quebra de contrato ocorrida ainda no ano passado. Ainda que tivesse o seu direito resguardado, o Grupo Lotus decidiu recorrer da decisão.

“O Team Lotus pode continuar correndo com este nome na F-1, mas pela sentença dada, só o Grupo Lotus pode utilizar este nome livremente na categoria. Estamos preocupados com a confusão que essa decisão irá gerar na cabeça dos espectadores e do público em geral. Consequentemente, deixaremos de apelar quando essa situação for esclarecida de uma vez por todas seguindo o interesse dos fãs e do esporte. O Grupo Lotus e o seu acionista, a Proton, estão confiantes no sucesso da sua apelação”, afirmou, em comunicado oficial.

Já o empresário Tony Fernandes, dono do Team Lotus, comemorou a sentença do juiz Peter Smith, se proclamando como “o verdadeiro detentor dos direitos da marca, mas mostrando incômodo por ter que dividi-la com o Grupo Lotus.

“Estamos satisfeitos com o esclarecimento de que somos os verdadeiros donos do Team Lotus. Sempre acreditamos que os fatos apresentados levariam a essa decisão que vimos hoje. Claro que estamos decepcionados com a decisão, pois o Grupo Lotus deveria ter terminado o seu contrato em 2010. Firmamos esse acordo de parceria a longo prazo, mas infelizmente eles estão utilizando brechas no contrato referentes aos direitos do uso do espólio para finalizar o nosso acordo”.

“No entanto, meus parceiros e eu acreditamos que, quando uma porta se fecha, outra se abre. Nos primeiros dias de nosso acordo percebemos que a rescisão foi inevitável, e s desdobramentos do caso nos abriram muitos novos caminhos. Queríamos desenvolver carros com a Lotus e ajudá-los a vender mais carros em todo o mundo, mas a porta se fechou, e agora estamos satisfeitos em poder nos voltar para a produção de nossos carros junto à Caterham Cars e colocar os monopostos do Team Lotus na pista”, avaliou.

Fonte: GazetaEsportiva.Net

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *