F1: Lucas de volta a ter vínculo com a Fórmula 1

Piloto brasileiro foi confirmado hoje como terceiro piloto da equipe Renault para o GP de Valência.

Lucas Di Grassi foi confirmado hoje como piloto reserva da equipe Renault na Fórmula 1. O brasileiro, atualmente quarto colocado no Campeonato Mundial da Fórmula GP2, reassume a função que desempenhou na temporada passada e volta a vestir o uniforme da Renault já neste final de semana em Valência, na Espanha, onde acontece o GP da Europa de F1. Di Grassi, no entanto, dividirá a função com sua responsabilidade na GP2, onde luta pelo campeonato com a equipe Racing Engineering.

“Essa nomeação como terceiro piloto da equipe é mais um estímulo para eu continuar batalhando por uma posição como piloto titular”, disse o brasileiro. “A Fórmula 1 tem pouquíssimas equipes, então estar entre os pilotos vinculados a estes times é um privilégio e algo importante na carreira de um piloto. Eu já fui terceiro piloto antes, da própria Renault, e mais importante do que o status e a moral que isso dá ao piloto é que você volta a fazer parte do círculo de pessoas que trabalham com a equipe. Isso te aproxima de pessoas que podem te ensinar muito e que também podem influenciar no seu futuro algum dia. Então, acho que essa posição é bastante interessante para quem sonha com uma carreira na Fórmula 1. Não precisa dizer que estou muito feliz com tudo isso”, comentou Di Grassi.

A Renault chega a Valência com uma nova composição de pilotos depois de ter revertida a suspensão de uma corrida aplicada pelos comissários da FIA após um problema no pit stop de Fernando Alonso durante o GP da Hungria, há três semanas. Com a saída de Nelson Ângelo Piquet, o franco-suíço Romain Grosjean, até então terceiro piloto do time, assume a vaga do filho do tricampeão de Fórmula 1. Assim Di Grassi, que apesar de seu compromisso na GP2 continuava vinculado à equipe francesa, ascende ao posto de piloto reserva. Lucas, no entanto, tem sido reconhecido como um piloto mais preparado do que Grosjean. Mas aparentemente o vínculo do novo piloto titular com a França pesou na decisão da fábrica.

Campanhas – Ambos pilotos do RDD (Renault Driver Development), o programa de desenvolvimento de pilotos da fabricante francesa, Lucas Di Grassi e Romain Grosjean competem na GP2, principal categoria de acesso à Fórmula 1, desde o ano passado. O brasileiro, em 2008, iniciou a disputa somente a partir da sétima etapa da temporada (de um total de 20 corridas). Mesmo assim, Lucas venceu três provas, terminando o campeonato em terceiro lugar, uma posição à frente de Grosjean, que conquistou em 2008 somente um primeiro lugar em corrida.

Um bom ponto de comparação entre os dois é o russo Vitaly Petrov, companheiro de Lucas em 2008 e de Grosjean na atual temporada, situação em que os pilotos contam com carros no mesmo nível de desenvolvimento. No ano passado, no duelo contra Petrov, Lucas marcou 24 pontos a mais que o russo, atingindo um índice 38% superior ao desempenho do rival na temporada completa. Já em 2009 Grosjean chegou a ser ultrapassado por Vitaly na tabela. No momento, Grosjean acumula apenas quatro pontos a mais que o companheiro de equipe, com um aproveitamento somente 9% maior que o de Petrov.

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