F1: Lucas espera corrida de “sobrevivência”

Chuva torrencial que desabou no circuito de Sepang nos minutos finais do Q1, aliada a um problema em um filtro do VR-01, relegaram Lucas à última fila do grid.

A chuva mais uma vez deu o ingrediente do imprevisível na Fórmula 1, durante o treino classificatório para o GP da Malásia, terceira etapa do Mundial. Apesar de a pole position ter ficado com o australiano Mark Webber, da Red Bull, o grid reservou algumas surpresas como a 17ª posição para o inglês Jenson Button, da McLaren, vencedor da última etapa há uma semana na Austrália; o 19º lugar para Fernando Alonso e o 21º para Felipe Massa, ambos da Ferrari, com o McLaren de Lewis Hamilton entre eles. E a água deverá se fazer presente mais uma vez neste domingo (4) no horário da prova.

Nos boxes da estreante equipe Virgin, o treino classificatório foi dividido por emoções distintas. De um lado, a alegria pelo alemão Timo Glock ter passado ao Q2 ajudado pelos problemas enfrentados por carros que normalmente freqüentam as primeiras posições (os dois McLaren e os dois Ferrari); do outro, o esforço heróico dos mecânicos que encontraram durante o terceiro treino livre um filtro de combustível bloqueado no carro de Lucas Di Grassi (Clear, Sorocred, Locaweb, Eurobike, Schioppa), e trabalharam entre a sessão livre e a primeira parte do classificatório para deixar o VR-01 número 25 pronto a tempo de completar algumas voltas, mas não o suficiente para lhe garantir uma posição melhor do que a 24ª, no momento em que o traçado acumulava mais água, no final do Q1.

“A equipe desmontou toda a parte traseira do carro, os mecânicos fizeram um trabalho incrível para colocar o carro na pista”, destacou. De fato, Lucas saiu dos boxes para os quatro minutos finais do Q1, mas foi justamente quando a chuva forte veio – e voltou no início do Q3, causando inclusive uma interrupção de alguns minutos com bandeira vermelha. “Perdi 16 dos 20 minutos da primeira parte da classificação, e peguei o momento em que a chuva ficou mais intensa, então não deu para fazer muita coisa. Pelo menos, pude sentir uma melhora no carro”, afirmou o brasileiro, que desde a etapa de abertura da temporada tem tido problemas com a bomba de combustível, que o obriga a ir à pista com uma maior carga de gasolina no tanque.

A equipe trabalha em uma atualização neste sentido, e até o aumento do tamanho do tanque dos dois carros será feito. As melhorias mais efetivas, no entanto, só entrarão em prática no início da temporada européia, a partir do GP da Espanha.

“Não foi uma coisa boa para a gente, porque nossa sexta-feira foi muito boa, e isso atrapalhou todo o nosso sábado, pois perdemos a nossa chance de trabalhar na estratégia durante o treino de classificação de acordo com a chuva. Agora, independente de pista molhada ou seca, vamos fazer o possível para terminar a corrida”, disse.

Terceira etapa do Mundial de Fórmula 1, o GP da Malásia terá largada às 5 horas (de Brasília), com transmissão ao vivo pela Rede Globo.

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