F1: Nelsinho admite que dormia assistindo as corridas do pai

Próximo da tão esperada estréia na Fórmula 1, o brasileiro Nelsinho Piquet afirmou, em entrevista exclusiva publicada hoje pelo jornal O Dia, que o pai Nelson Piquet foi fundamental para sua carreira, mas também admitiu que quando pequeno dormia ao assistir corridas do pai na categoria.

“Quando eu era pequeno, sim. As corridas de Fórmula 1 são longas e criança não tem muita paciência. Mas a partir do momento em que fui crescendo, me interessando mais e mais por cada detalhe do automobilismo, comecei a gostar bastante”, explicou o piloto da Renault, que tinha apenas dois anos quando Piquet chegou ao tricampeonato, em 1987, e seis no ano em que ele deixou as pistas.

Nascido na Alemanha no dia de São Cristóvão, protetor dos motoristas, o filho da modelo holandesa Sylvia Tamsma não escondeu a admiração pelo pai. “Se cheguei onde estou devo muito a ele, que sempre me apoiou, deu estrutura e abriu portas. Meu pai foi um grande piloto, um dos melhores de todos os tempos”, afirmou.

“Da geração do meu pai ele foi, sem dúvida, o piloto que mais gostei de ver correr. Admiro muito o que fez nas pistas e gostaria de ter tido a chance de acompanhar sua carreira mais de perto. Era muito novo quando ele corria. Havia outros excelentes pilotos como Senna, Prost e Mansell”, completou.

Porém, Nelsinho disse que é bastante diferente de Piquet, que ficou conhecido não só pelo talento, mas também pelo gosto por mulheres bonitas, pelas brincadeiras, a língua afiada e o temperamento explosivo.

“Sou bem mais tímido que meu pai, temos temperamentos bastante diferentes. O que temos de parecido é a determinação, o fato de não desistir nunca de um objetivo. Já ouvi várias histórias do meu pai, muitas interessantes. Gosto quando ele fala dos títulos e das disputas com o Mansell”, comentou.

São-paulino, o piloto da Renault afirmou que não acompanha muito futebol, gosta de filmes, jogos eletrônicos e ouve música eletrônica, além de rock nacional. Sem muitas superstições, Nelsinho admitiu um único ritual antes das competições. “Sempre peço proteção antes de entrar no carro”, relatou.

Para a temporada de estréia, o brasileiro acredita que não terá problemas para se adaptar à categoria e espera chegar ao pódio, com a ajuda do companheiro, o bicampeão Fernando Alonso.

“Passei um ano como piloto de testes e aprendi muito sobre o carro. Com relação à pressão, é difícil dizer. Eu me adaptei rápido a todas as categorias que participei e acredito que acontecerá o mesmo na Fórmula 1. Meu objetivo é ajudar a Renault a conquistar novamente pódios e vitórias. Quero fazer jus à confiança que a equipe depositou em mim e também aprender bastante, principalmente porque tenho como companheiro de equipe um bicampeão mundial”, encerrou.

Fonte: O Dia

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