F1: Newey admite erro no planejamento do RB10, e Button aprova fim de domínio

O gênio admitiu que errou. Um dos maiores projetistas da história da Formula 1, o diretor-técnico da equipe Red Bull, Adrian Newey, reconheceu que houve falhas no desenvolvimento do RB10, carro da atual tetracampeã mundial para 2014. De acordo com o britânico, o time austríaco deveria ter se concentrado no projeto do novo bólido um pouco mais cedo.

“Olhando para trás, teria sido mais inteligente se tivéssemos nos concentrado mais cedo e por completo no novo carro”, afirmou o projetista da Red Bull, em entrevista ao Red Bulletin, publicação da própria marca de bebidas energéticas. “Em agosto, ninguém poderia imaginar que estaríamos tão à frente com o RB9 até o fim da temporada”, acrescentou, lamentando o fato de ter começado a desenvolver o bólido de 2014 muito tarde.

Dominante na maior categoria do automobilismo mundial durante os últimos anos, a Red Bull decepcionou nos testes da pré-temporada 2014, no último mês. O RB10 apresentou problemas de superaquecimento, e os novos motores V6 turbo Renault não se mostraram confiáveis nos treinos em Jerez de la Frontera e no Bahrein. Nos 12 dias de testes, os carros com propulsores franceses completaram 1.647 voltas, com média de 411,75 giros por equipe. Por outro lado, os bólidos com motores Mercedes percorreram 3.484 giros (871 por equipe), por exemplo. Uma vantagem desproporcional.

A crise na Red Bull, apesar de preocupar os funcionários da equipe austríaca – entre eles os pilotos Sebastian Vettel e Daniel Ricciardo – não aflige os rivais. Muito pelo contrário: é motivo de comemoração. Foi isto o que fez, pelo menos, o inglês Jenson Button, da equipe McLaren. “Não acho que a Red Bull estará na primeira fila, o que é positivo para o esporte”, celebrou, em entrevista à publicação britânica The Telegraph. “É triste dizer que pensamos assim, mas este é o caso em que temos que comemorar. Eles têm sido muito dominantes”, completou Button, esbanjando sinceridade.

O pensamento do campeão mundial de 2009, segundo o próprio, é o mesmo que o dos fãs. Para ele, ver equipes que, no ano passado, andavam no fim do grid, girando entre os melhores na nova temporada é algo estimulante. “Será animador para o esporte ter um time menor, como a Williams, brigando na ponta. As pessoas vão adorar. E vamos ver times diferentes aparecendo no topo em corridas diferentes”, opinou. “Acho que será um ano empolgante para os fãs e, sem eles, nós não iríamos correr”, decretou.

Fonte: gazetaEsportiva.Net   

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