F1: O GP da Bélgica do ponto de vista dos pneus

Após a pausa na temporada da Fórmula 1 durante o verão europeu, a categoria retorna à ação neste fim de semana no lendário circuito de Spa-Francorchamps, na Bélgica. Para esta etapa da competição, a Pirelli, fornecedora exclusiva de pneus até 2013, escolheu os compostos P Zero Prata (duro) e P Zero Branco (médio), uma combinação que não foi utilizada desde a segunda corrida da temporada, na Malásia.

Com 7.004 km, o circuito de Spa tem a pista mais longa de todo o ano e, por estar situado entre as colinas de Ardenas, sua geografia proporciona um microclima próprio, com grande chance de chuva. Assim, é possível que chova em uma parte do traçado ao mesmo tempo que outra esteja completamente seca.

O seu traçado é conhecido por suas altas velocidades e curvas rápidas. Também é um desafio para os pneus, que têm de lidar com cargas de energias laterais e longitudinais extremamente elevadas, graças a temíveis compressões como a Eau Rouge: uma curva que parece uma volta de montanha russa. Esta é a razão da escolha dos dois compostos mais duros da Pirelli, considerando o trabalho duro que os pneus terão durante as 44 voltas da corrida.

Paul Hembery, diretor de motorsports da Pirelli, afirma que a configuração da pista e a variação da temperatura quase sempre transformam as disputas de Spa em grandes corridas. “Do ponto de vista dos pneus, é certamente um dos circuitos mais exigentes que enfrentaremos no ano, por causa das altas velocidades e forças extremas envolvidas, que muitas vezes atuam sobre os pneus em mais de uma dimensão. A nomeação do pneu duro e médio permitirá aos pilotos exigirem o máximo de seus carros do início ao fim, da maneira como Spa foi projetada”, conclui.

Notas técnicas sobre os pneus:

Os carros ficam em plena aceleração em Spa por quase 75% da volta, o que o torna um dos circuitos mais rápidos do ano juntamente com Monza. As altas velocidades aumentam a temperatura do pneu, particularmente se uma inclinação mais agressiva da roda for adotada para maximizar a aderência.
Com todas as compressões em Spa, encontrar altura e suspensão corretas é algo vital, caso contrário os carros podem encostar na pista em algumas partes do circuito. O pneu é um componente vital da suspensão do carro, com a deformação da borracha sob a carga que carrega, o pneu se torna quase metade de toda a suspensão do carro de Fórmula 1.
Apesar das famosas linhas retas de alta velocidade em Spa, os carros executam uma downforce média, a fim de otimizar aderência nas curvas muitos rápidas. A tração é um fator particularmente importante em locais como o hairpin da La Source, onde a aderência mecânica dos pneus é a chave para uma saída limpa.
Na famosa compressão da curva Eau Rouge cada pneu dianteiro é submetido a um pico máximo de cargas verticais de mais de 1000 kg.

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