F1: “O importante agora é fazer quilometragem”, afirma Di Grassi

Em seu primeiro dia de testes coletivos oficiais, piloto brasileiro treinou apenas à tarde e completou somente oito voltas.

Não foi a estréia que Lucas di Grassi (Clear/Eurobike/Locaweb/Schioppa/Ricardo Almeida) esperava na pré-temporada da Fórmula 1 nesta sexta-feira (12). Impossibilitado de andar no período da manhã, devido a substituição da asa dianteira do VR-01, o brasileiro deu apenas oito voltas no período da tarde, quando uma forte chuva castigou o circuito de Jerez de La Frontera, na Espanha.

Apesar dos problemas, Di Grassi permanece otimista com o desempenho do VR-01. “O mais importante agora é dar o maior número de voltas possível daqui para a frente. Ainda não conseguimos andar muito nesses primeiros testes. Por enquanto o importante é fazer quilometragem para depois testar a performance”, afirmou. A previsão do tempo para este sábado é novamente de chuva, mas o piloto da Virgin Racing espera fazer mais voltas. “Acreditamos que deverá chover menos do que hoje, mas nossa meta é andar mais pela pista, completar mais voltas, independentemente das condições climáticas”, afirmou.

Na quinta-feira, o companheiro de equipe de Lucas, Timo Glock, foi à pista e concluiu 11 voltas. Porém, ainda pela manhã, o VR-01, carro guiado pelo alemão, perdeu a asa dianteira no trecho inicial do circuito. O incidente causou o fechamento da pista por alguns minutos para a retirada dos destroços. A Virgin Racing correu contra o relógio e desenvolveu uma nova peça em apenas 24 horas. “Adaptamos o que foi necessário. Agora está tudo dentro do progamado para podermos fazer mais voltas amanhã”, afirmou.

“Mais uma vez, apesar de trabalharmos contra o relógio para resolver o problema de ontem, não só perdemos a oportunidade para andarmos no seco, de manhã, como pegamos pista muito molhada essa tarde. Isso foi particularmente ruim, dado o grande esforço feito pela Wirth Research (empresa que projeta o carro da Virgin), que em vez de simplesmente despachar as peças existentes em nossa base de Bicester (Inglaterra), projetou e fabricou novas em apenas 24 horas. No entanto, como aconteceu no ano passado, quando vencemos com o Acura, na LMP1(American Le Mans Series), aprendemos que quanto mais duro você trabalha, mais sorte você tem. E no momento estamos todos esperando a nossa sorte mudar logo. Os pilotos permanecem otimistas, os dados que estamos coletando estão dentro do esperando. Estamos concentrados em fazer o que for necessário nessa fase inicial do desenvolvimento”, disse Nick Wirth, diretor técnico da Virgin Racing.

A Virgin Racing é a primeira equipe entre as novatas a participar dos testes coletivos da categoria. Toro Rosso, Sauber, Force India, Ferrari, Red Bull Racing, Renault, Mercedes, Williams e McLaren também testaram seus bólidos hoje. 

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