F1: Por permanência na Fórmula 1, Interlagos passa por obras milionárias

A cidade de São Paulo não está disposta a perder o GP Brasil de Fórmula 1, que neste ano será realizado no dia 12 de novembro. Justamente por isso, nada mais, nada menos que R$ 21 milhões foram desembolsados, parte deles pelo Governo Federal, para reformas no Autódromo de Interlagos. Se antes a infraestrutura do circuito era uma das mais ultrapassadas da categoria, agora, aparentemente, a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) não deverá ter muitos móvitos para reclamar com a organização do evento.

Uma das principais intervenções feitas foi na área do paddock. As reformas no local onde os pilotos e suas equipes transitam ao longo de todo o final de semana foram orçadas em R$ 14 milhões e bancadas com recursos do Ministério do Turismo, através do Governo Federal. O antigo edifício da administração do autódromo deu lugar a um moderno centro de mídia, instalação destinada aos jornalistas que irão cobrir o evento. O edifício de apoio, que fica atrás dos boxes, também recebeu melhorias e agora oferece maior acessibilidade para quem precisa. Uma escada, duas novas passarelas e outros dois elevadores foram instalados. Além disso, o circuito também contará com um novo sistema de ar-condicionado, rede de distribuição de energia e sistema hidráulico.

Outros R$ 7 milhões foram destinados às obras na pista. Neste ano, os carros de Fórmula 1 atingem uma velocidade 40km/h maior em comparação com as temporadas anteriores. Por isso, a segurança dos pilotos foi uma das grandes preocupações dos organizadores do GP Brasil. Na reta oposta e na subida do café foram implantadas ranhuras (grooving) na pista para evitar o acúmulo de água no asfalto, assim como há na pista de decolagem e aterrissagem de aeroportos. O “s” do Senna e a curva da junção foram outros dois trechos que acabaram recebendo melhorias, sendo recapeados. Novas barreiras de pneus, zebras, guard-rails e softwall (espécie de colchão de ar colocado à frente dos muros do autódromo) completam a lista de reparos da prefeitura.

Mesmo diante do grande investimento do Estado para seguir satisfazendo a FIA, o promotor do GP Brasil, o húngaro naturalizado brasileiro, Tamas Rohonyi, crê que Interlagos não precisou de tantas benfeitorias.

“Houve um reforço de guard-rail e barreira de pneus. Pouquíssima coisa tinha que ser feita aqui, porque Interlagos é considerado um dos autódromos mais seguros do mundo”, disse Tamas.

Cerca de 150 mil pessoas são aguardadas durante os três dias em que Interlagos receberá a Fórmula 1. A prefeitura de São Paulo estima que cerca de R$ 250 milhões serão movimentados na cidade com turismo, alimentação e hotelaria. Em 2016, mais de 74% de toda a rede hoteleira da cidade esteve ocupada durante a realização do GP Brasil.

“É um evento oficial da cidade, um dos três eventos de maior geração de receita e impacto na vida da cidade. Isso movimenta cerca de R$ 250 milhões na hotelaria, serviços, alimentação, área de transporte, tradutores, promotores, modelos, orientadores. Cerca de dez mil pessoas são temporariamente empregadas. Isso é importante, sobretudo nos dias de hoje”, comentou o prefeito de São Paulo, João Doria.

Fonte: Gazeta Esportiva

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