F1: Preço de superlicença irrita pilotos

A Associação dos Pilotos da Fórmula 1 (GPDA) pretende protestar contra mais um aumento na emissão da superlicença, documento obrigatório para correr na principal categoria do automobilismo mundial. A informação é da publicação inglesa Autosport.

Responsável pelo assunto, a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) aumentou de 2008 para 2009 a emissão do documento de 10 mil euros para 10,4 mil, além de ter inflacionado a taxa cobrada por cada ponto conquistado na temporada anterior de 2 mil euros para 2,1 mil.

Desta forma, o brasileiro Felipe Massa, por exemplo, terá que desembolsar nada menos que 214,1 mil euros para estar na pista e tentar conquistar o sonhado título – dois anos atrás, quando os preços eram de 1,7 mil euros pelo documento mais 456 por ponto, ele teria que desembolsar “apenas” 45,9 mil euros caso tivesse somado os mesmo 97 pontos.

Tamanha diferença já havia irritado os pilotos em 2008, com manifestação pública de descontentamento por parte do bicampeão Fernando Alonso. Com o novo aumento, a GPDA pediu aos associados para que não emitam o documento pelo menos até 3 de fevereiro, quando haverá uma reunião com a Associação de Equipes da Fórmula 1 (Fota) – o encontro tratará de outros assuntos.

É importante ressaltar, no entanto, que nem todos os pilotos do grid fazem parte da GPDA, caso de Lewis Hamilton, Kimi Raikkonen e do próprio Massa, que deixou a associação no primeiro semestre do ano passado sob a alegação de “não concordar com algumas coisas”. À época, ele se negou a dizer o que o deixava descontente.

Presidente da FIA, Max Mosley justificou no começo do ano passado a inflação nos preços da superlicença.

“Gastamos uma fortuna com segurança e isso se converte em benefícios para os pilotos”, destacou. “Em outra reunião sobre o assunto, muitas pessoas disseram: ‘espere um pouco, esses caras ganham fortunas e estamos trabalhando pela segurança deles! Vamos aumentar'”, comentou.

Segundo a publicação, o mandatário segue com a opinião e só irá discutir o assunto se os pilotos fornecerem detalhes sobres seus respectivos salários, permitindo assim à FIA analisar o impacto das taxas em tais orçamentos.
 
Fonte: Gazeta Press

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