F1: Raikkonen fecha contrato com a Ferrari para 2007

Kimi Raikkonen, 26, será piloto da Ferrari no ano que vem. Segundo o jornal Folha de São Paulo, o contrato entre o finlandês e a equipe foi assinado.

A divulgação oficial do acordo deve levar algum tempo, já que Michael Schumacher anteontem declarou que sua decisão sobre o futuro “pode vir bem tarde”. E a idéia da escuderia é anunciar de uma vez só sua dupla para 2007.

Ciente da situação, embora não admita publicamente, Felipe Massa já conversa com outros times para a próxima temporada.

É, antes de tudo, um ato de prevenção: a contratação do piloto da McLaren é o mais forte indício de que a carreira do alemão está chegando ao fim. Aos 37 anos, heptacampeão e dono de todos os recordes da categoria, Schumacher dificilmente dividiria o time com alguém que seu chefe, Jean Todt, classifica como “especial”.

A aposentadoria do alemão, cujo contrato termina em 31 de dezembro, abriria novamente os portões de Maranello para Massa.

Dessa forma, a Ferrari do próximo Mundial correrá com as duplas Schumacher-Raikkonen ou Raikkonen-Massa, com chances maiores para a última -por coincidência, o brasileiro e o finlandês deram os primeiros passos na Fórmula 1 na equipe Sauber.

Será o terceiro time do finlandês em sete anos de Fórmula 1. Está desde 2002 na McLaren e correu em 2001 pela Sauber, que bancou sua estréia em meio à onda de ceticismo. Raikkonen, então aos 21 anos, tinha no currículo apenas 23 provas de monopostos, todas na Fórmula Renault, categoria inferior à Fórmula 3 e à Fórmula 3000 (hoje GP2), que geralmente formam os pilotos da Fórmula 1.

Devido à sua inexperiência, correu as cinco primeiras etapas daquele campeonato sob observação da FIA (entidade máxima do automobilismo). Se cometesse algum erro grave, teria a superlicença cassada e seria banido.

Além de não fazer nenhuma besteira, Raikkonen mostrou serviço logo, a ponto de despertar interesse das equipes de ponta e de fechar com a McLaren antes mesmo do término do Mundial.

De lá para cá, disputou 74 GPs pelo time inglês, conquistando oito poles, nove vitórias e 16 voltas mais rápidas. Em dois anos, 2003 e 2005, foi vice-campeão.

A derrota no ano passado, porém, foi doída. Raikkonen venceu os mesmos sete GPs do campeão, Fernando Alonso, mas foi vítima de um motor que freqüentemente quebrava. A decepção com a McLaren e com sua parceira, a Mercedes-Benz, foi fundamental na decisão de se tornar o 73º ferrarista a correr o Mundial.

Praxe na Fórmula 1 atual, nenhuma das partes envolvidas confirma o fechamento da negociação. Mas as negativas não são das mais incisivas. “Não temos pressa. Só podemos garantir que teremos uma dupla muito forte no ano que vem”, afirmou Luca Colajanni, assessor de imprensa da Ferrari.

“Não sei por que as pessoas pensam que o meu futuro vai depender do que o Schumacher fizer”, afirmou Raikkonen, ontem.

Massa mantém o discurso das últimas semanas. Afirma que “as coisas estão começando a acontecer”. Schumacher, enfim, promete não tocar mais no assunto até outubro. Quando, ao que tudo indica, falará pela última vez.

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