F1: Torcedor explica racismo como comemoração do Carnaval

Toni Calderón, um dos sete torcedores acusados de ter ofendido Lewis Hamilton durante os treinamentos da Fórmula 1 em Barcelona, falou ao jornal local Público nesta sexta-feira.

Segundo ele, que se considera um aficionado por esportes a motor, a intenção ao se pintar com tinta preta e colocar perucas era apenas a de comemorar o Carnaval.


A atitude dos espectadores espanhóis resultou na ira da imprensa da Inglaterra, além de ter gerado ultimatos da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), que garante que vai interferir com punições se atos racistas se repetirem.


“Levantamos no domingo e nos disfarçamos com a única pretensão de celebrar o dia do Carnaval”, disse Calderón.


O torcedor justificou o porquê de ter se vestido, junto a seus companheiros, com camisas portando a inscrição “Hamilton’s family” (família de Hamilton).


“Queríamos dar um toque de humor nas arquibancadas de Montmeló (o circuito catalão) fazendo uma paródia do pai de Hamilton (Anthony), que aparece em todas as corridas. Não tínhamos a mínima intenção de zombar alguém, nem muito menos de rir do piloto inglês por causa da cor de sua pele. Não sou racista e me dá vergonha aparecer como tal em toda a imprensa inglesa”, afirmou o catalão, que assegurou também que ninguém o proibiu de entrar no circuito.


“Ninguém nos avisou de nada. Ao contrário, os que vendiam ingresso nos viam de forma divertida e até os seguranças riam ao nos ver passar. Na verdade, a metade dos que se dirigiam a nós pensavam que éramos torcedores de Hamilton. Tiramos muitas fotos com todos”, explicou Calderón.


“Quero deixar muito claro que não tivemos a intenção de ofender. Não fizemos nada de mal, por isso não teria nenhum problema em nos explicar pessoalmente à McLaren e ao próprio Lewis, que é um ‘craque'”, concluiu.


Fonte: Gazeta Press

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