F3 Inglesa: Testes em Snetterton podem definir o futuro de Marcello Thomaz

Brasileiro treinou pela equipe estreante Ultimate, que desenvolve o chassi francês Mygale

 


Os treinos oficiais da Fórmula 3 Inglesa no circuito de Snetterton no início desta semana devem ajudar a definir o destino do piloto brasileiro Marcello Thomaz em 2007. Convidado pela equipe Ultimate, Thomaz participou dos dois dias de testes a bordo do chassi francês Mygale equipado com motor Mercedes.


Avisado pela equipe que ele não deveria se preocupar com os tempos obtidos, Marcello trabalhou no desenvolvimento do carro que pretende ameaçar a supremacia da marca italiana Dallara na categoria. “A equipe Ultimate me impressionou muito, seja pelos excelentes profissionais que possui, como pelos equipamentos e estrutura que tem a sua disposição. Trabalhamos os dois dias sem nos preocuparmos com o cronômetro, testando as reações do carro as várias alterações que fizemos no ajuste e testando o desgaste dos pneus Avon”, explicou Marcello.


A Ultimate tem apenas o argentino Esteban Guerrieri definido como piloto e Thomaz espera que seu trabalho na Inglaterra possa lhe render a oportunidade de disputar o campeonato britânico. “ Tenho duas propostas para competir em carros de Turismo, mas queria continuar competindo de monoposto pois se mudar o rumo da minha carreira agora, a história mostra que é dificil ocorrer um retorno as competições de Fórmula. Por isso fiquei bem animado quando recebei esse convite para testar o Mygale, um projeto que vai exigir muito trabalho e dedicação dos envolvidos, que já tem o Esteban (Guerrieri) confirmado, amigo da minha primeira ida a Europa em 2004 e excelente piloto.” contou o brasileiro.


Buscando definir o seu futuro nas pistas desde o encerramento do Campeonato Alemão de Fórmula 3 do ano passado, Thomaz tem tido na falta de patrocínio seu principal adversário. “Esta cada vez mais dificil competir no automobilismo europeu. Os valores estão cada vez mais altos e só está sendo levado em conta quem tem dinheiro, e assim, sem o apoio de um patrocinador, fica inviável”, lamenta Marcello.

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