F3 Sulamericana: Asfalto a mais de 50°C vai definir corrida, diz Pedro Enrique

Temperaturas altas e traçado são desafios para carros e pilotos.

Com a temperatura do piso superando os 50º C e o ambiente atingindo 36º com clima bastante seco, os jovens pilotos da Fórmula 3 terão um desafio especial na corrida a ser disputada neste sábado em Jacarepaguá. “Os pneus vão sofrer, mas os pilotos também. Eu venho há meses me preparando para isso, fazendo um treinamento físico especial”, diz Pedro Enrique, atual líder da classificação. “Tenho feito corridas em esteira com o ar-condicionado regulado para aumentar a temperatura da sala e usamos até um aquecedor, para criar uma situação bastante crítica”, detalha o piloto, que é preparado por Vander Pereira, da academia especializada V10. “Também fiz várias corridas em um simulador especial da V10, sempre com macacão e capacete e com o ar-quente acionado para eu realmente me adaptar ao calor mais forte. Isso vai me ajudar muito aqui no Rio nesta situação”, completa Pedro, que vem se realizando uma preparação detalhada também na parte técnica de seu Fórmula 3.

Tradicionalmente, os pneus se desgastam em Jacarepaguá devido ao piso abrasivo. “O calor vai acelerar bastante esse processo, e isso vai definir muita coisa no final da corrida”, opina Pedro Enrique. “Com a temperatura do piso superando os 50º C, a borracha simplesmente não agüenta freadas a mais de 200 km/h. O ideal é ir administrando esse desgaste para ter um carro ainda competitivo nas voltas finais”, detalha o piloto. A 11ª etapa do Campeonato Sul-Americano de Fórmula 3 será disputada a partir das 12h50 deste sábado.

O traçado de 3.165 metros também exigirá dos pilotos: “A pista aqui é ótima, com um traçado bastante desafiador, mas isso só vai nos forçar mais pois não dá para perder a concentração. E se você cansar, fica para trás com certeza”, finaliza Pedro Enrique.

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