F3 Sulamericana: F-3 é laboratório que complementa a Stock

Retornando à categoria sul-americana em 2007, dirigente de uma das principais equipes do país se diz ansioso por poder treinar e testar a habilidade e conhecimento no carro mais sofisticado da América do Sul.


O Campeonato Sul-Americano de Fórmula 3 inicia em 2007 sua 21ª temporada com a expectativa do ingresso de vários novos pilotos e equipes. Um dos times que será novidade no grid é a Amir Nasr Racing, que nos últimos anos tem se dedicado com sucesso à Stock Car. A equipe brasiliense é uma das grandes vencedoras da F-3 e, segundo o próprio Amir Nasr, está ansiosa para retornar ao trabalho com os bólidos mais velozes e sofisticados da América do Sul: “A F-3 é uma grande escola não apenas para pilotos, mas também para os técnicos das equipes”, justifica Nasr, que em 2007 contará com o goiano Rodolpho Santos em um de seus Dallara/Ford-Berta. “Nós treinamos muito mais na F-3 e, com isso, não é apenas o piloto quem aprende. Os mecânicos e engenheiros também ganham experiência e ficam mais afiados”, explica.

Segundo o dirigente da Nasr Racing, que este ano foi terceiro colocado na Stock com Hoover Orsi, “tecnicamente, a F-3 completa a Stock, na qual vamos para a pista praticamente só nos eventos de corrida já que o regulamento proíbe treinos individuais”, observa Amir. “É como montar um time de vôlei ou de futebol sem poder treinar o ano inteiro. Como equipe, sentimos falta desses treinos e testes. E eles vão beneficiar inclusive nossos técnicos da Stock, que serão escalados para participar dessas práticas a fim de ficarem melhor preparados para os momentos de ação na pista”.



Mais criatividade
“É na F-3 que são formados os melhores mecânicos e engenheiros”, concorda Rodolpho Santos, um piloto de 18 anos que iniciou sua carreira com automóveis no ano passado, na F-Renault. “A explicação é simples: além dos treinos constantes, a criatividade também é estimulada pois o regulamento é bem aberto e permite maiores raciocínios e trabalho mais abrangente nas questões relativas tanto à mecânica quanto à aerodinâmica. Em resumo, na F-3 todos podem explorar sua capacidade sem muitas restrições”.

“Será muito importante para nossa equipe poder voltar à F-3”, conta Amir Nasr. “Nosso time sentiu a ausência da categoria, se ressentiu da falta de treinos, dos testes, enfim, de toda a movimentação e aplicação especializada que ela exige – e que no fim beneficia a todos. No nosso ponto de vista, a F-3 complementará nosso projeto na Stock pois será uma espécie de laboratório, algo como uma academia na qual seremos forçados a usar ao máximo nosso conhecimento e habilidades. A maior parte de nossos 26 anos de automobilismo foram passados na F-3. É muito bom estar de volta”.

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