F3 Sulamericana: Piloto supera dois ‘apagões aéreos’ para treinar na Argentina

Foram quase 40 horas para chegar ao traçado de Córdoba.

Não fosse a vontade de estar bem preparado para a rodada dupla do Campeonato Sul-Americano de Fórmula 3 que acontece neste fim de semana (30/6 e 1/7) na Argentina, o goiano Rodolpho Santos (Neo Química/Palu Suisse/Wurth)  provavelmente não teria chegado a seu destino no sábado passado. O piloto iniciou sua viagem na quinta-feira (21) saindo de casa, em Anápolis (GO) às 19h00, com objetivo de chegar a Congonhas, em São Paulo (SP). Mas com a confusão do ‘apagão aéreo’, que obrigou o desvio de aeronaves para outros aeroportos, às 3h da sexta-feira ele ainda estava no aeroporto de Guarulhos, também na Grande São Paulo. Forçado pela confusão a dormir em um hotel próximo ao aeroporto, o piloto só embarcou para Buenos Aires, onde pegaria um vôo de conexão para Córdoba, às 11h30.

Às 14h00 da sexta, já em Buenos Aires, o brasileiro se viu vítima de outro ‘apagão aéreo’, desta vez causado por uma greve dos pilotos aviadores argentinos. “Lá a coisa estava pior do que no Brasil”, lembra ele. “Nenhum avião decolava ou pousava. Meu vôo atrasou três horas e, então, foi simplesmente cancelado. Só pude embarcar no dia seguinte, às 8h30, para chegar às 10h30 do sábado em Córdoba”. No fim, sua viagem à Argentina demorou um total de 39h30, desde a saída de Anápolis.

Testes – Já no circuito de Córdoba, Rodolpho Santos realizou testes para se familiarizar com o traçado argentino. Para isso, utilizou um Fórmula 3 antigo de propriedade de uma equipe de competições local. Também participaram do treino os pilotos brasileiros Fábio Beretta, Denis Navarro e Felipe Ferreira, que conseguiram escapar da confusão dos aeroportos.

No total, Santos pôde dar cerca de 30 voltas pela pista, pois chegou tarde ao circuito: “Era o último dia antes de fecharem a pista para a categoria, um procedimento normal em todos os autódromos onde corremos – não se pode usá-los na semana anterior às provas”, diz Rodolpho Santos. Os problemas de câmbio apresentados pelo carro, que afetaram metade do treino, não impediram Rodolpho de assimilar o traçado: “Como novato, essa assimilação era importante. Acho que aprendi bastante sobre a pista, e é isso o que importa”.

Com as corridas marcadas para o fim de semana seguinte, Santos preferiu não retornar ao Brasil: “Estou meio traumatizado com esse negócio de aeroporto”, brinca ele. “Falando sério, não valeria a pena. Eu ficaria uns dois ou, no máximo, três dias no Brasil antes de ter que retornar para cá. Assim, achei melhor não arriscar ser pego em outra confusão. Neste fim de semana, eu vim apenas treinar. Fui prejudicado pelos atrasos, mas isso não me afetou tanto. O pior é se acontecesse em dia de treino oficial ou de corrida”, pondera o estreante goiano da Fórmula 3.

Foto: Luca Bassani

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